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Líder para o futuro

Redação DM

Publicado em 4 de maio de 2018 às 00:56 | Atualizado há 8 anos

A ida de Neymar ao Paris Saint-Germain no início desta temporada ainda segue repercutindo. A transferên­cia, que fez do brasileiro o jogador mais caro da história, teria sido motivada pelo desejo do camisa 10 em “sair da sombra” de Lionel Messi no Barcelona e ser prota­gonista em outro clube. Logo que chegou, seu desempenho foi avas­salador. No entanto, o craque não conseguiu evitar a eliminação do PSG na Liga dos Campeões dian­te do Real Madrid e ainda acabou se lesionando – o que lhe custou o resto da temporada.

Depois de anunciar sua saída do clube francês ao fim desta tem­porada, o técnico Unay Emery co­mentou sobre o assunto em entre­vista concedida à revista digital The Tactical Room. O espanhol, muito questionado no cargo nos últimos tempos, disse acreditar na lideran­ça de Neymar, mas que ainda pre­cisa de algum tempo.

“Um dia, Jorge Valdano (ex-joga­dor e diretor do Real Madrid) me fez a seguinte reflexão: ‘No Barça, o lí­der é o Messi. No Real, é o Florenti­no Perez. E no Atlético de Madrid é o Simeone’. Um jogador, um presi­dente e um treinador. Em cada caso, um perfil diferente. Eu sei quando sou a pessoa principal do grupo e quando não sou. É um processo que cada treinador precisa viver e interiorizar e que se aprende com o tempo. Na minha opinião, no PSG o líder se chama Neymar. Ou, para ser mais exato, o líder se chamará Neymar, porque ele ainda está se tornando um. Ele veio para o PSG para ser o líder, para viver esse pro­cesso necessário a fim de ser o nú­mero um do mundo. Ainda falta al­gum tempo para se consolidar. No Manchester City, o chefe é o Pep (Guardiola). No PSG, o chefe de­verá ser Neymar”, pontuou.

E seguiu rasgando elogios ao camisa 10: “Quando você tem o Neymar, às vezes você não preci­sa de muito. A estratégia é ele. Há algum tempo, um jogador do PSG me disse: ‘Professor, você mudou este ano’. É evidente. Não posso ser o mesmo com ou sem Neymar. Trei­nar Messi, Cristiano Ronaldo ou Neymar não é fácil. São os melho­res jogadores do mundo e isso pesa muito. É preciso se adaptar a eles”.

Emery disse também que desde a chegada de Neymar, sua prioridade era fazê-lo feliz. O trei­nador contou que em certa oca­sião, ambos conversaram por 45 minutos, “de coração aberto”, e que foi um “momento magnífico”. “Ele me ouviu e eu consegui con­vencê-lo de algumas coisas. Mas é um processo para fazer ele ser o melhor”, completou.

 


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