Esportes

Luta e decepção

Redação DM

Publicado em 19 de agosto de 2016 às 23:16 | Atualizado há 1 ano

O Canadá conquistou ontem à tarde a medalha de bronze do futebol feminino das Olimpíadas Rio 2016, derrotando a seleção brasileira. Com isso, o Brasil termina o torneio em quarto lugar. As canadenses marcaram o primeiro gol ainda na metade do primeiro tempo. A zagueira Lawrence ultrapassou a defesa brasileira para levar a bola para dentro da área, dando o passe que foi finalizado por Rose.

Com o resultado, o Canadá repetiu o desempenho de Londres 2012, quando terminou em terceiro lugar, derrotando a França. Vice-campeão em Atenas 2004 e Pequim 2008, o Brasil bateu na trave pela quarta vez na briga pelo bronze. Em Atlanta 1996 e Sydney 2000, a seleção já havia ficado em quarto lugar. Em Londres 2012, o Brasil caiu ainda nas quartas de final, diante do Japão.

 

O jogo

Quando a bola rolou, o Brasil deu sinais de que poderia alegrar  a torcida. Tinha mais posse de bola diante de um Canadá que, mesmo cauteloso, adotava uma postura bem distinta daquela da Suécia, muito retrancada nas semifinais dos Jogos Olímpicos.

O problema é que as canadenses, ao contrário das suecas, mostraram-se capazes de também incomodar bastante a defesa brasileira. Como aos oito minutos, quando Sinclair se apresentou para uma cobrança de falta e acertou o travessão. Errante na defesa, o Brasil tomou outros sustos na sequência, o que gerou uma bronca da goleira Bárbara em suas companheiras.

Aos 25 minutos, não houve como parar o Canadá. Lawrence puxou um contra-ataque rápido para o time da América do Norte, levando a melhor sobre Fabiana na ponta esquerda antes de fazer o cruzamento para a área. Lá dentro, Rose empurrou a bola para a rede.

Na tentativa de resolver os problemas do Brasil, Vadão sacou a apagada Cristiane no intervalo para a entrada de Debinha. Não adiantou. O jogo da sua equipe continuava a não fluir na segunda etapa, o que já começava a tirar a paciência das atletas brasileiras.

Para piorar, a seleção brasileira sofreu outro gol aos sete minutos. Rose foi lançada por Fleming na direita, invadiu a área e bateu rasteiro para devolver o presente que havia ganhado no tempo inicial de partida. Sinclair apareceu para completar para dentro.

Abatido à beira do campo, Vadão recorreu à troca de Andressa Alves por Poliana. A seleção brasileira se lançou ao ataque de maneira ainda mais desesperada, abrindo espaços para o Canadá contragolpear. Foi assim que Rose ficou com liberdade dentro da área e concluiu na trave.

Quando a maioria da torcida já não tinha mais motivação nem para gritar que acreditava, a seleção brasileira ainda renovou as suas esperanças. Aos 33 minutos, a bola foi lançada na área em um arremesso de lateral e desviada por Érika. Sobrou para Beatriz, que girou em cima de Zadorsky e descontou.

Com a vantagem canadense novamente em um gol, a seleção brasileira pressionou bastante nos minutos derradeiros de partida, empurrada pelo apoio dos alaridos histéricos vindos das arquibancadas de Itaquera. Não foi suficiente para empatar o jogo, apesar do esforço de Marta e suas companheiras ter sido reconhecido com muitos aplausos.

Jogo

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