Margem para evolução
Redação DM
Publicado em 3 de março de 2017 às 01:53 | Atualizado há 9 anos
Está marcada para hoje a reunião anual da Assembleia Geral da International Board, órgão que comanda as regras do futebol. Um dos pontos fundamentas a ser discutido será o auxílio de vídeo, que ainda se encontra em fase de teste.
Além da ajuda tecnológica, outro ponto que será discutido hoje no estádio Wembley, em Londres, será uma possível quarta substituição em partidas que chegarem à prorrogação. Atual presidente da Fifa, Gianni Infantino é um dos principais membros da assembleia e garantiu, no final do ano passado, que deseja ter a tecnologia na Copa do ano que vem.
“Esperamos ter vídeo-arbitragem durante o Mundial de 2018”, afirmou o presidente da Fifa. “Eu era bastante cético, porque achava que o vídeo poderia ter impacto no ritmo de jogo. Mas depois me dei conta que nos testes isso não acontece. Vamos multiplicar as experiências durante dois anos e em março de 2018 decidiremos”, falou Infantino.
A reunião deste ano ainda não definirá se será utilizado ou não o recurso televisivo na Copa da Rússia, porém significará um passo muto importante. No encontro de 2016, a International Board autorizou a utilização da inovação por dois anos para teste. Alemanha, Estados Unidos, França e Holanda são alguns dos países que estão provando os novos dispositivos.
Em torneios da Fifa, o primeiro a contar com a nova tecnologia foi o Mundial de Clubes de 2016 e gerou muita polêmica. Na primeira semifinal, entre Kashima Antlers e Atlético Nacional, um pênalti foi assinalado vários segundos depois da falta, o que incomodou os jogadores. Já na segunda partida, no duelo entre Real Madrid e América, do México, um gol do português Cristiano Ronaldo foi apontado como válido, mas depois foi anulado por impedimento e depois voltou a ser validado pelo assistente de vídeo.