Esportes

Marin é considerado culpado pela Justiça dos Estados Unidos

Redação DM

Publicado em 23 de dezembro de 2017 às 00:41 | Atualizado há 8 anos

José Maria Marin foi conde­nado na tarde de sexta-feira (22/12) por seis dos sete crimes dos quais foi acu­sado pela Justiça norte-ameri­cana. Em julgamento realizado na Corte do Brooklyn, em Nova York, o ex-presidente da Confe­deração Brasileira de Futebol só foi inocentado de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil. Em contrapartida, o cartola não con­seguiu escapar de três condena­ções por fraude (Copa América, Copa do Brasil e Copa Liberta­dores), duas por lavagem de di­nheiro (Copa América e Copa Li­bertadores) e uma por integrar organização criminosa.

Mandatário da CBF entre 2012 e 2015, José Maria Marin agora aguarda sua sentença, sem data para ser divulgada. Quem ficará responsável pela determinação, prevista para 2018, é a juíza do caso, Pamela Chen. Marin seguirá cumprin­do, até segunda ordem, prisão domiciliar em Nova York, em seu luxuoso apartamento de 101m² na Trump Tower.

Apesar da condenação, a de­fesa de Marin deverá recorrer, uma vez que a decisão foi to­mada em primeira instância. Essa é a primeira vez que um dirigente do futebol brasileiro é condenado pela Justiça por casos de corrupção.

Além de Marin, outros di­rigentes sul-americanos tam­bém foram condenados nesta sexta-feira por participação no “Fifa Gate”, como são chama­dos os escândalos de corrup­ção na entidade que regula o futebol no mundo. Juan Án­gel Napout, ex-presidente da Conmebol, foi condenado a três das cinco acusações em que estava envolvido. Já Ma­nuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Fute­bol (FPF), não teve seu vere­dito revelado.

Durante o processo que acu­sava Marin de ter recebido 6,5 milhões de dólares (R$ 21,5 mi­lhões) durante o período em que presidiu a CBF em troca dos direitos de transmissão de grandes torneios a empresas de marketing esportivo, a defesa do antigo dirigente adotou como estratégia colocá-lo como ino­cente, responsabilizando o atual mandatário do futebol brasilei­ro, Marco Polo Del Nero, de to­dos os atos corruptos.

A Justiça norte-americana chegou ao veredito após ouvir uma série de testemunhas, en­tre elas os próprios donos das empresas de marketing esporti­vo que pagavam propina aos di­rigentes. J. Hawilla, proprietário da Traffic, foi um deles. Outros dirigentes que receberam su­borno também foram ouvidos.

 


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