Esportes

Melancolia e agradecimento

Redação DM

Publicado em 7 de junho de 2017 às 02:24 | Atualizado há 9 anos

Chegou ao fim a história incrível entre Marcelo Cabo e Atlético Clube Goianiense. Após a lamentável derrota de goleada para o Bahia, na Fonte Nova, o técnico requisitou sua demissão junto à diretoria, que concordou que era o momento de encerrar um vínculo de mais de um ano, algo raro no futebol brasileiro.

Marcelo Cabo foi contratado em maio do ano passado e liderou uma campanha histórica de título da Série B, tendo Vasco e Bahia como grandes favoritos. O acesso veio com futebol extremamente ofensivo, de toques rápidos e muitos gols. Porém, o clube não teve condições de manter o elenco vencedor para a temporada seguinte e a equipe campeã foi desmantelada. As péssimas contratações para o Campeonato Goiano e depois para o Brasileiro acarretaram em derrotas e eliminações.

Adson Batista, diretor de Futebol, concedeu entrevista explicando o motivo do pedido de contas do treinador: “O Marcelo me comunicou que não vê mais reação dos jogadores com o trabalho dele e acabou de entregar o cargo. Me surpreendi com a decisão, estão todos de cabeça cheia, mas infelizmente preciso compreender. Os caras estão entregando, abaixando a cabeça, ele fez de tudo para mudar isso, reanimar o grupo, mas infelizmente essas coisas acontecem”.

O treinador desembarcou em Goiânia, juntamente com a delegação, e se despediu dos torcedores e do clube, em entrevista coletiva: “Foram 13 meses de muita dedicação e suor. Agradeço pela dedicação de todos os profissionais que estiveram nessa caminhada: jogadores, companheiros de comissão técnica, funcionários do nosso dia a dia do clube e aos dirigentes, que sempre me apoiaram nas decisões”, enfatizou o treinador.

“O título da Série B de 2016 só foi possível porque todos estivemos unidos e trabalhando para recolocar o Atlético-GO no lugar que ele sempre mereceu estar. Desejo a todos muita sorte. Muito obrigado por tudo, foi um momento muito importante na minha carreira”, finalizou, agradecendo.

O técnico carioca de 50 anos dirigiu o Dragão em 60 partidas. Conquistou 28 vitórias, 16 empates e 16 derrotas. Aproveitamento de 55,5%.

 

Sucessor

Para o jogo de amanhã, diante da Ponte Preta, no Estádio Olímpico, o Dragão terá João Paulo Sanches, auxiliar da comissão técnica fixa, para comandar o time em campo. No entanto, alguns nomes já foram sondados pela diretoria. Os dois principais são Argel Fucks, que treinou o Internacional, o Figueirense e o Vitória; e Dorival Júnior, que estava no Santos, entretanto foi demitido após a derrota para o Corinthians. Cristóvão Borges, que comandou Fluminense, Vasco, Flamengo e Corinthians, está sem emprego e foi oferecido para a diretoria e também é uma grande possibilidade. A única certeza vinda da alta cúpula atleticana é: o próximo treinador campineiro será alguém que já comandou um time na Série A do Brasileirão.

 

Nomes cotados para sucessão

 

Argel Fucks – último clube (Vitória)

Cristovão Borges – último clube (Vasco da Gama)

Doriva – último clube (Santa Cruz)

Dorival Júnior – último clube (Santos)

Marcelo Cabo no Atlético-GO

60 jogos

28 vitórias

16 empates

16 derrotas

55,55% de aproveitamento

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