Esportes

Misto de alívio e euforia

Redação DM

Publicado em 27 de junho de 2018 às 01:10 | Atualizado há 8 anos

A Copa do Mundo da Rús­sia quase acabou para a Argentina. Em São Peters­burgo, o time que já havia sofrido para confirmar a sua vaga no tor­neio suou bastante para derrotar a Nigéria por 2 a 1 e evitar a elimi­nação precoce no grupo D. O astro Lionel Messi desencantou no pri­meiro tempo, mas Moses converteu pênalti para igualar o marcador no segundo. Aos 40 minutos, Marcos Rojo marcou o gol salvador.

Sem ter conquistado nem uma vitória sequer até então (antes, empatou também por 1 a 1 com a Islândia e perdeu por 3 a 0 para a Croácia), a Argentina assumiu a se­gunda colocação da chave, com 4 pontos ganhos, na rodada derradei­ra. Os líderes croatas tiveram 100% de aproveitamento, com 9 pontos, enquanto os nigerianos somaram 3 e os islandeses, apenas 1.

Enquanto Nigéria e Islândia se despedem, Croácia e Argentina ini­ciam preparação para as oitavas de final do Mundial. Os croatas, que derrotaram os islandeses por 2 a 1, jogarão contra a Dinamarca às 15h (horário de Brasília) de domin­go (01/07), em Níjni Novgorod. Um dia antes, às 11h (horário de Bra­sília), os argentinos farão duelo de campeões do mundo com a França.

O JOGO

Quando a bola rolou, o time de Jorge Sampaoli tentou fazer jus à confiança. Aos poucos, como em um chute por cima da meta de Ta­gliafico, a estratégia da Argentina pa­recia que começaria a surtir efeito. Desde que o time não falhasse de­fensivamente, como fazia Masche­rano, errando feio nas saídas de bola. Por sorte, a Nigéria não conseguia ti­rar proveito dos vacilos do volante.

Aos 13 minutos, a Argentina trouxe calma a Mascherano e aos seus torcedores. Rojo fez um de­sarme e passou a bola para Bane­ga, que lançou Messi com categoria. O astro do Barcelona dominou com perfeição, entrou na área e arrema­tou cruzado para anotar o centési­mo gol da Copa do Mundo da Rús­sia. Aos 33 minutos, pouco depois de uma bola dividida por Higuaín com o goleiro Uzoho, o ídolo quase voltou a fazer a diferença. Acertou a trave em uma cobrança de falta.

Aos três minutos do segundo tempo, Mascherano agarrou Ba­logun dentro da área, e o árbitro turco Cuneyt Cakir assinalou o pê­nalti. Moses se apresentou para a cobrança e, tranquilo, apenas ro­lou a bola para a meta defendida por Armani, o substituto de Ca­ballero, sacado após falhar feio contra a Croácia.

A Nigéria tentou tirar proveito do bom momento para acuar a Ar­gentina. Àquela altura, a Argentina já havia sido tomada pelo nervo­sismo. A equipe de Sampaoli até rondava a área da Nigéria, porém errava passes fáceis. Na defesa, as­sustava-se com cada avanço em ve­locidade da sua adversária.

Ainda mais pressionado, Sam­paoli gastou as suas últimas fichas com as entradas de Meza e Ague­ro nos lugares de Di María e Ta­gliafico. Deu certo. Aos 40 minu­tos, Mercado foi à ponta direita e cruzou para Rojo emendar de pri­meira para a rede, transformando o Estádio Krestovsky em La Bom­bonera e definindo a classificação.


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