MotoGP deve injetar R$ 868 mi em Goiás nos dias do evento
Redação
Publicado em 18 de março de 2026 às 10:33 | Atualizado há 3 meses
O retorno do MotoGP para Goiânia deve ser responsável pela geração de R$ 868 milhões para a economia do Estado. O levantamento foi feito pelo Instituto Mauro Borges (IMB), que apontou, ainda, para a geração de cerca de pelo menos 4 mil empregos, com efeitos nítidos de aquecimento ao longo de todo o trade de turismo em Goiás.
O MotoGP acontece entre os dias 20 e 22 de março. Segundo o IMB, os setores que mais devem se beneficiar com essa injeção de recursos na atividade econômica goiana são os de transporte, hotelaria, alimentos e bebidas, publicidade, TV e até mesmo cinema. A uma semana do evento, a rede hoteleira da capital e de cidades circunvizinhas demonstra capacidade de absorção: já estão ocupados 90% dos leitos em Goiânia, 80% em Anápolis e 60% em Aparecida.
De acordo com o economista André Luís Braga, membro do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon), é interessante notar que os três dos setores mais beneficiados – transporte, alimentos/bebidas e hotelaria – se caracterizam por serem intensivos em mão de obra, ou seja: quando aquecidos, possuem capacidade de gerar mais trabalho. Além dos empregos formais, um outro impacto significativo ocorre no baixo circuito da economia: a rede de trabalhadores informais e MEIs que oferecem serviços nos mais variados nichos.
“Ao analisarmos um cenário macro, identifica-se que Goiânia conta com mais de 295 mil empresas ativas. Cerca de 93% delas são microempresas e MEIs. Então, o impacto para os setores será muito positivo para os motoristas de transporte por aplicativos, além dos pequenos comércios que fazem parte da rede beneficiada pelo consumo dos turistas”, afirma o estudioso.
Ainda de acordo com o estudo realizado pelo IMB, a etapa brasileira do MotoGP deve atrair para Goiânia cerca de 150 mil pessoas, sendo 12% delas estrangeiras e 32% de outros estados. Para Braga, a presença de um grande número de estrangeiros significa um reforço ainda maior na capacidade de atração de investimentos pelo trade de turismo goiano, devido a fatores cambiais.
“Os visitantes oriundos de países com moedas mais fortes, além de possuírem renda média maior que a do brasileiro, vêm com um maior poder de compra, o que o permitirá ter um aumento dos gastos na Região Metropolitana de Goiânia,” observa. Cadeia ProdutivaPresidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa de Goiás, o deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade) destaca o potencial do setor para a geração de emprego e renda.
“É o ramo da economia que consegue entregar progresso, desenvolvimento e qualidade de vida para toda a população de forma mais rápida. Nenhum outro setor retorna benefícios para a sociedade com o mesmo dinamismo. A cadeia produtiva de apoio em torno do turismo é ampla e diversificada. Todo esforço que a gente fizer para incentivar ainda é pouco em vista dos benefícios que ele gera”, frisa o parlamentar.
O evento sediado em Goiânia é a segunda etapa do mundial de motovelocidade. A primeira aconteceu na Tailândia, no Circuito Internacional de Chang, de 27 de fevereiro a 1º de março. Para voltar a receber a etapa brasileira na capital, o Governo de Goiás realizou um investimento de R$ 250 milhões no Autódromo Ayrton Senna.