O desafiante e o soberano
Redação DM
Publicado em 1 de abril de 2018 às 01:58 | Atualizado há 1 ano
A Aparecidense espera usar a força de sua casa como um diferencial na primeira partida da decisão do Campeonato Goiano. A confiança é válida visto que nessa temporada o time perdeu apenas uma vez jogando nos seus domínios. O problema é que foi justamente o Goiás o algoz. Logo mais, às 16 horas, os times voltam a se enfrentar no Anníbal Batista de Toledo e dessa vez o Camaleão espera ter uma sorte diferente para dar um passo importante rumo ao sonhado título do estadual.
Para o técnico Márcio Goiano, a experiência pode ser um fator que impulsione seu time nessa reta final de competição. O elenco conta com jogadores acostumados com o ambiente de finais entre eles podemos destacar o zagueiro Mirita, o lateral Rafael Cruz, o meia Washington e o atacante Nonato.
“A equipe da Aparecidense sempre teve essa característica de mesclar os jogadores jovens com os mais experientes. Se a gente procurar a média de idade ela fica um pouco acima das outras equipes e isso conta muito. A vivência dos atletas é um diferencial, pois muitos já estão acostumados com esse clima de decisão. O mais importante em uma final é estar preparado e acredito que estamos assim”, afirmou o comandante.
Quem também ressaltou a importância da experiência foi o zagueiro Mirita. Segundo ele, vacilos não podem acontecer em uma final e esse é o principal foco da defesa. “A equipe do Goiás é muito qualificada, então temos que ter a atenção redobrada. É importante demais evitarmos qualquer tipo de vacilo lá atrás para não sermos surpreendidos. A nossa experiência vai contar bastante nesse sentido, nosso grupo é bem encorpado e sabe o que quer”, destacou o zagueiro.
A decisão do Campeonato Goiano coloca frente a frente os dois melhores ataques da competição. Aparecidense marcou 21 gols, um a menos que o Goiás. Em compensação, o time da região metropolitana tem o artilheiro do torneio, Nonato, que já marcou nove gols e também o terceiro melhor goleador, Alex Henrique, que balançou as redes seis vezes.
Alex Henrique vive fase goleadora inédita em sua carreira
O camisa 10 da Aparecidense, Alex Henrique, vive um momento iluminado em sua carreira, vestindo a camisa do Camaleão. Pela primeira vez o atleta conseguiu marcar seis gols em uma mesma temporada e o detalhe é que meia chegou à marca com pouco mais de dois meses.
O jogador anotou um dos gols que levou a Aparecidense à decisão do estadual e além disso participou da jogada do outro gol. Agora, o meia espera contar com o apoio da torcida para mais uma vez poder fazer a diferença dentro de campo.
“A torcida tem que vir. É um grande de momento para o clube e para todos nós. Todo jogador quer estar uma final de campeonato. A gente espera esse apoio da nossa torcida porque esse é o momento de juntarmos as nossas forças e ir em busca do nosso objetivo”, disse o camisa 10.

Árbitro: André Luiz Castro
Assistentes: Bruno Pires (Fifa) e Tiago Gomes
Horário: 16h
Local: Estádio Anníbal Batista de Toledo, Aparecida de Goiânia (GO)
Preço dos ingressos: R$ 40
Em oitava final seguida, Goiás vai em busca do tetracampeonato
Pedro Hara
O Goiás começa hoje a briga pelo tetracampeonato do estadual. Na final pela oitava vez consecutiva, o esmeraldino tem pela frente um adversário que vem se tornando tradicional nos últimos anos, a Aparecidense. A final que começa hoje é uma reedição de 2015, quando o Goiás se sagrou campeão do torneio. As equipes se enfrentaram duas vezes na fase de classificação e o Goiás venceu ambas. No entanto, para Hélio dos Anjos os jogos passadossãooutrahistória, segundoo comandante o adversário evoluiu da fase de classificação até agora.
“O grupo está consciente que a dificuldade vai ser imensa. Nós enfrentamos duas vezes a Aparecidense. Na minha visão eles cresceram, hoje a equipe está bem superior aos momentos que enfrentamos na outra fase, mas o grupo está confiante’’, analisou o treinador sobre o adversário da decisão, mas reiterando a confiança nos seus comandados.
Para a partida, Hélio dos Anjos não poderá contar com o zagueiro Eduardo Brock. O capitão recebeu o terceiro cartão amarelo e terá que cumprir suspensão. Raphael Silva será o substituto no sistema defensivo. No meio de campo, o treinador contará com o retorno de Léo Sena, que cumpriu suspensão diante da Anapolina e volta a ficar à disposição. Com a volta, Pedro Bambu, que marcou um dos gols da equipe na última partida, retorna para o banco de reservas.
Na entrevista que antecedeu o jogo, o treinador reiterou que o time fez a sua obrigação em chegar à final. Apesar de ter avançado na liderança na primeira fase, o técnico descartou ser favorito na decisão, mas deixou subentendido que existe uma pressão para que a equipe levante a taça pela quarta vez consecutiva.
“Nós chegamos na final, isso é uma obrigação. Esse foi um ponto traçado, discutido e colocado até em páginas no nosso habitat (vestiário, sala de musculação, departamento médico), chegar na final é importante. Se fosse só um jogo na final, eu falaria que tudo pode acontecer. Porém são dois jogos, então você tem mais chances de ser campeão, tanto nós quanto a Aparecidense. Eu não crio uma obrigatoriedade, mas o grupo sabe o que é necessário. O grupo sabe qual é o pensamento do clube, do comando’’, falou o treinador sobre o favoritismo dado ao esmeraldino.
Garoto da base é peça-chave no esquema do treinador

No elenco profissional desde 2016, Léo Sena é um dos jogadores com maior tempo de casa no esmeraldino. Recentemente o meia completou 100 jogos defendendo o Goiás. Campeão do estadual em 2016 e 2017, o jogador perdeu o segundo jogo da semifinal diante da Anapolina, devido a suspensão.
Segundo jogador com mais minutos em campo pelo time na temporada, perdendo apenas para Marcelo Rangel, Léo Sena é imprescindível no meio de campo da equipe de Hélio dos Anjos. Sendo o jogador que faz a transição da defesa para o ataque, vindo buscar a bola entre os zagueiros.
“Eu tenho um modelo de jogo e o Sena é muito importante nesse modelo. Eu tive dificuldades no primeiro tempo por ele não estar em campo. A maior dificuldade no primeiro tempo (contra a Anapolina) foi direcionar a saída de bola em apenas um jogador. O Sena é o melhor rebote ofensivo que nós temos. Ele é um jogador de armação, de passe, criação’’, destacou o treinador esmeraldino.