Esportes

O nome da esperança

Redação DM

Publicado em 21 de junho de 2016 às 02:35 | Atualizado há 10 anos

Tite, enfim, foi apresentado como novo técnico da seleção brasileira nessa segunda-feira. O treinador chegou à sede da CBF ainda durante a tarde e conheceu o museu da equipe canarinho antes de atender a imprensa no auditório da Confederação Brasileira de Futebol, na Barra da Tijuca.

Logo no início da coletiva de imprensa, o ex-comandante do Corinthians teve de prestar esclarecimentos sobre o fato de ter aceitado o convite do presidente Marco Polo del Nero, já que no ano passado Tite havia participado de um abaixo-assinado que exigia a renúncia definitiva do cartola de seu cargo na entidade, acusado de participação em escândalos de corrupção. Del Nero, inclusive, não viaja para o exterior com a seleção brasileira por temer ser detido.

“A minha atividade e o convite que me foi feito foi para ser técnico da Seleção Brasileira. Entendo que essa atribuição é a melhor maneira para eu contribuir naquilo que eu tenho a ideia do que foi a minha vida. Adjetivos como transparência, democratização, excelência e modernidade fazem parte da forma como eu penso e a forma que eu trago para o futebol. Meu legado pode falar a esse respeito. Penso dessa forma não só no futebol, mas em outras áreas também, seja na política ou na sociedade”, esclareceu o ex-treinador alvinegro.

Tite também admitiu que sua visita ao museu da seleção brasileira antes da entrevista coletiva acabou o inspirando. O técnico procurou desmistificar a questão de “escola de treinadores gaúchos”, já que os últimos três profissionais que assumiram o cargo nasceram no Rio Grande do Sul. Segundo Tite, seu estilo tem muito a ver com o de Telê Santana e Ênio Andrade.

“Eu não acredito em escola gaúcha de técnicos. Acredito em uma escola brasileira com duas vertentes muito separadas: uma que premia a triangulação, organização e posse de bola, e outra que é mais de contato físico e bola longa. Existem técnicos gaúchos das duas escolas, cariocas e paulistas também. Se fosse traduzir minha escola, teria semelhanças com a do Seu Telê e do Seu Ênio Andrade”, afirmou Tite, apontando os dois treinadores como principais referências no seu trabalho.

Tite também revelou que deverá trabalhar em conjunto com os treinadores dos clubes dos seus prováveis selecionados. Segundo o treinador, será fundamental o auxílio dos técnicos que acompanham os atletas brasileiros no dia a dia para que tenha informações, como funções que um atleta específico pode exercer, e com isso traçar o melhor esquema tático para o time canarinho. Tite também contou que embarca hoje para os Estados Unidos, onde irá acompanhar o confronto da Colômbia na Copa América, time que o Brasil irá enfrentar no próximo dia 6 de setembro pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

“A seleção não tem que ter a cara do Tite, tem que ter a cara do Brasil, a cara dos atletas. Tem muita transição, muita rapidez com a base da seleção, fora a qualidade técnica que tem. Minha função é ajustar isso e potencializar”, finalizou.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia