O papa-títulos se despede
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2017 às 01:46 | Atualizado há 9 anos
Depois de quase 16 anos à frente da seleção brasileira masculina de vôlei, o técnico Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, deixou o cargo. Seu substituto, apresentado oficialmente pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), é o ex-jogador da seleção Renan Dal Zotto, que fez parte da chamada “geração de prata” do voleibol brasileiro junto com outros atletas famosos como Montanaro, William, Bernard, o próprio Bernardinho e Carlão.
Segundo informou o diretor de seleção da CBV, Radamés Lattari, “Bernardinho agradeceu o convite para continuar como treinador, mas preferiu ter um tempo agora para se dedicar um pouco mais à família, às coisas dele, e ele vai continuar colaborando da melhor forma que julgar com o trabalho do Renan, que foi escolhido pelo presidente Toroca (Walter Pitombo Laranjeiras) como novo treinador”.
Lattari assegurou que não haverá novas modificações nas seleções. José Roberto continua técnico da seleção feminina brasileira de vôlei e Renan assume a seleção masculina.
Desde a conquista da medalha de ouro dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Bernardinho já havia dado sinais de que deixaria de treinar a equipe brasileira de vôlei. Diretor de Seleções da CBV, Renan foi o nome escolhido para dar sequência ao trabalho de um dos maiores treinadores da história do esporte brasileiro.
“Para mim é um sonho poder chegar um pouco mais tarde. Inevitavelmente ele vai ter que fazer parte de alguma forma do processo de continuidade do crescimento do voleibol. A ideia é continuar trabalhando muito forte. Esse é nosso diferencial. Um desafio enorme, muito grande”, afirmou o novo treinador Renan durante a coletiva de sua apresentação.
De fato o desafio é grande: como treinador da Seleção masculina, Bernardinho conquistou duas medalhas de ouro olímpicas (Atenas 2004 e Rio 2016), duas pratas (Pequim 2008 e Londres 2012), três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010) e oito Ligas Mundiais (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010. “Há dois dias não durmo. Desde o momento que vi que teria que tomar essa decisão”, acrescentou Renan.
“Ao longo desse processo todo, nos últimos quatro ou cinco meses, sempre vi o Bernardo nervoso, angustiado. Ontem durante nossa reunião foi a primeira vez que eu o vi um pouco mais relaxado”, disse Radamés Lattari, diretor de voleibol da CBV.
Bernardinho marcou uma era na história do vôlei brasileiro. Como jogador, integrou a Geração de Prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Posteriormente, como técnico, levou a Seleção feminina a dois bronzes olímpicos, em Atlanta 1996 e Sydney 2000.
Bernardinho na seleção brasileira masculina 2001-2016
Bi-campeão olímpico (2004 e 2016)
Oito Ligas Mundiais (2001,03,04,05,06, 07,09 e 2010)
Três Campeonatos Mundiais (2006,2010 e 2014)
Oito Campeonatos Sul-americanos (2001,03,05,07,09,11, 13 e 2015)
Bi-campeão pan-americano (2007 e 2011)