Porta-bandeira se surpreende com carinho
Redação DM
Publicado em 6 de setembro de 2016 às 01:56 | Atualizado há 10 anosA atleta Shirlene Coelho disse ontem que foi pega de surpresa ao saber que seria a porta-bandeira da delegação brasileira durante a abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. “Não esperava, não sabia que era tão querida entre os atletas”, disse Shirlene, que declarou estar feliz e orgulhosa com a oportunidade.
A atleta conquistou o ouro nos Jogos de Londres, em 2012, e prata em Pequim, em 2008, no lançamento de dardo, na categoria F37 (atletas com paralisia cerebral).
Shirlene concorreu com atletas como o judoca Antônio Tenório (dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos), e do velocista Yohansson Nascimento (ouro nos 200m em Londres). A escolha, que era baseada na indicação dos chefes de missão, foi realizada por eleição aberta, com a participação dos 286 atletas que representam o Brasil. Os candidatos tinham como requisito a conquista de, pelo menos, um ouro paralímpico, e não podiam competir no dia seguinte à cerimônia.
Primeira mulher a conduzir a bandeira verde e amarela em jogos paralímpicos, a atleta contou o sacrifício que fez para poder participar desta Paralimpíada. “Tive que trancar a faculdade para ter mais tempo para me preparar melhor. Treinávamos praticamente todos os dias e, três vezes por semana, treinávamos duas vezes no mesmo dia”, disse ela. Esta será a primeira vez que a família vai vê-la competindo em uma Paralimpíada.
“Com três meses de treinamento, meu treinador me inscreveu na primeira competição regional, em Urberlândia, para as provas de dardo, peso e disco. Um dia antes de viajar conheci o dardo e o peso. E nessa brincadeira bati o recorde brasileiro de dardo. E a brincadeira continua até hoje”, lembrou ela, que também é recordista mundial da prova. Na Rio 2016, ela disputará mais duas provas, além do lançamento de dardo: o arremesso de peso e o lançamento de disco.