Presidente da Fifa recebeu R$ 8,6 milhões extras da empresa da Copa do Mundo de 2026
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 14 de outubro de 2026 às 09:20 | Atualizado há 52 minutos
Infantino recebeu valor fora do relatório anual da Fifa | Foto: Getty Images
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu US$ 1,72 milhão (aproximadamente R$ 8,6 milhões) em 2024 por meio da empresa responsável pela organização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. O repasse não aparece no relatório anual da entidade que detalha os ganhos do dirigente, conforme documentos fiscais obtidos pela ESPN.
A quantia foi paga pela FWC2026, companhia criada pela Fifa para cuidar da operação do Mundial. O valor se soma ao salário e aos benefícios que Infantino já recebia da federação internacional. Considerando o pagamento extra, os ganhos do dirigente naquele ano chegaram a cerca de US$ 4,9 milhões (R$ 24,5 milhões).
A ausência dessa parcela na prestação de contas gerou questionamentos sobre a transparência da remuneração. As regras da Fifa preveem a divulgação dos valores recebidos individualmente pelo presidente, pelos integrantes do Conselho e pelo secretário-geral.
Fifa contesta questionamentos sobre remuneração
Em resposta à ESPN, a entidade negou irregularidades e afirmou que Infantino não recebe um segundo salário. A organização também declarou que cumpre as regras de divulgação financeira e que suas contas passam por auditorias independentes.
A Fifa acrescentou que suas declarações financeiras seguem as exigências fiscais da Suíça, dos Estados Unidos e de outras jurisdições. A manifestação foi uma resposta às dúvidas levantadas pela reportagem sobre a ausência do pagamento no relatório anual.
O episódio ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo a gestão de Infantino, que preside a Fifa desde 2016. Neste ano, ele também foi alvo de críticas por uma proposta de venda de 20% de participação na Copa do Mundo a investidores privados. O plano acabou sendo abandonado.