Quatro décadas depois, Garrincha recebe homenagem inédita do The New York Times
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 14 de julho de 2026 às 16:26 | Atualizado há 2 horas
Considerado um dos maiores dribladores da história, Garrincha foi homenageado pelo jornal norte-americano | Foto: Arquivo EM
Quarenta e três anos após a morte de Mané Garrincha, o ex-jogador brasileiro recebeu uma homenagem do jornal norte-americano The New York Times. O veículo publicou, na última segunda-feira (13), um obituário dedicado ao bicampeão mundial, reconhecendo sua trajetória no futebol e a ausência de um tributo oficial na época de seu falecimento, em 1983.
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O texto integra a série “Overlooked No More” (“Não mais esquecidos”, em tradução livre), projeto criado pelo jornal para resgatar a história de personalidades que tiveram relevância mundial, mas não receberam um obituário quando morreram.
Na publicação, Garrincha passa a integrar uma lista de figuras históricas homenageadas tardiamente pelo periódico. Entre elas estão Katharine McCormick, que financiou pesquisas fundamentais para o desenvolvimento da primeira pílula anticoncepcional, e Polina Gelman, aviadora soviética que atuou durante a Segunda Guerra Mundial.
Jornal destaca legado no futebol e trajetória marcada por desafios
Com o título “Não mais esquecido: Garrincha, o brilhante e ferido herói brasileiro da Copa do Mundo”, o obituário relembra a importância do ex-atacante para a história da Seleção Brasileira e do futebol mundial. O jornal destaca as conquistas nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, além da habilidade nos dribles que o transformou em um dos maiores jogadores da modalidade.
A publicação também apresenta números da carreira de Garrincha com a camisa da Seleção Brasileira. Ao longo de 60 partidas, o ex-jogador conquistou 52 vitórias, empatou sete vezes e sofreu apenas uma derrota, desempenho que ajudou a consolidar seu nome entre os maiores atletas da história do país.
Além dos feitos esportivos, o texto aborda aspectos da vida pessoal do ex-jogador. O The New York Times lembra que Garrincha morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, em decorrência de complicações relacionadas ao alcoolismo.
“Ele ajudou a levar o Brasil a dois campeonatos ao lado de Pelé, mas seu brilho em campo foi ofuscado por uma vida pessoal trágica”, afirma um trecho do obituário publicado pelo jornal norte-americano.