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Queda do técnico Carille expõe vácuo de liderança e planejamento no Goiás

Redação Online

Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 10:50 | Atualizado há 6 meses

Fábio Carille encerrou a curta passagem com três vitórias, três derrotas e nenhum sinal de reação estrutural ou técnica
Fábio Carille encerrou a curta passagem com três vitórias, três derrotas e nenhum sinal de reação estrutural ou técnica

Fábio Carille deixou o comando do Goiás neste domingo (07/12), após apenas seis jogos à frente da equipe. A saída do treinador, anunciada após comum acordo, revela a falta de planejamento: contrato só terminaria em dezembro de 2026. O técnico encerrou a curta passagem com três vitórias, três derrotas e nenhum sinal de reação estrutural ou técnica.

Carille foi o terceiro a cair na temporada. Antes dele, Jair Ventura sucumbiu ainda no Goianão. Vagner Mancini, mesmo que tenha liderado boa parte da Série B, não resistiu à queda brusca e surpreendente no returno. O ciclo de trocas, sem critério técnico ou continuidade tática, expôs a ausência de comando real no clube. O núcleo que decide o futebol continua intocado, apesar dos repetidos fracassos.

A justificativa oficial para a saída do treinador recaiu sobre a previsão de queda nas receitas para 2026. Internamente, o Goiás tenta aprovar um empréstimo de R$ 25 milhões, conforme foi noticiado. A operação enfrenta entraves e dúvidas até mesmo sobre o banco envolvido. No cenário atual, não há orçamento claro, tampouco projeção confiável de caixa. Sem previsibilidade, não existe projeto técnico sustentável.

Michel Alves, anunciado como novo diretor de futebol, decidiu encerrar o vínculo com Carille antes de iniciar de fato o planejamento para 2026. Vindo do Novorizontino, onde acumulou tentativas fracassadas de acessos, chegou ao Goiás com discurso de reestruturação. Até o momento, contratou apenas Rodrigo Soares, lateral-direito que também atuava no time paulista. A inércia no mercado reforça a impressão de transição sem norte.

O clube se prepara para 2026 sem treinador, sem elenco reformulado e sem comando técnico funcional. O Goiás mergulha em ambiente desconectado e improvisado. A saída de Carille não foi um fim, mas um alerta: o Verdão de tantas glórias no passado está longe de definir quem comanda, o que quer e para onde vai.

Foto: Rosiron Rodrigues/GEC

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