Esportes

Retrospecto e pressão

Redação DM

Publicado em 4 de junho de 2016 às 02:59 | Atualizado há 1 ano

Buscando confiança da torcida e quebrar uma sequência incômoda nas últimas Copas América, a Seleção Brasileira estreia hoje na Copa América Centenário, em Passadena, Estados Unidos. O primeiro adversário canarinho será o Equador, às 23h (horário de Brasília).

Nas duas últimas edições de Copa América, o Brasil foi eliminado nos pênaltis para Paraguai, ambas as vezes nas quartas de final. Além disso, os canarinhos estão em má situação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, aparecendo na sexta posição, fora da zona de classificação.

Se não bastasse o mau momento, a Seleção Brasileira chega sem Neymar, a sua principal estrela, que não foi convocado por um acordo entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Barcelona que vai permitir ao craque disputar os Jogos Olímpicos de agosto, no Rio de Janeiro. No entanto, ele não é o único desfalque. O volante Luiz Gustavo pediu dispensa alegando problemas particulares, enquanto que o goleiro Ederson, os laterais Rafinha e Douglas Costa, o meia Kaká e os atacantes Douglas Costa e Ricardo Oliveira foram cortados por conta de lesão.

Apesar de toda essa realidade, o técnico Dunga tenta se manter otimista. “A Seleção Brasileira sempre entra em uma competição pensando em conquistar o título e na Copa América isso não é diferente. Tivemos muitos problemas, mas estamos trabalhando muito para superá-los, o que é o primeiro passo para se atingir os objetivos. Nosso foco neste momento é o jogo contra o Equador”, apontou o treinador, campeão da Copa América no comando da Seleção em 2007.

Já o goleiro Alisson ressaltou a importância de uma vitória diante dos equatorianos, sabendo das consequências de uma eventual derrota. “Sabemos que a vitória na estreia pode passar muita confiança para a sequência do trabalho, enquanto que um tropeço vai jogar ainda mais pressão nas nossas costas. Portanto, vamos manter o equilíbrio em campo para atingirmos esse objetivo, pois o Equador tem um grande time”, avaliou o arqueiro, que defenderá a Roma na próxima temporada.

Em termos de escalação, o Brasil curiosamente não vai ter nenhum jogador que participou da fatídica semifinal da Copa do Mundo contra a Alemanha. As principais apostas recaem no trio de armadores composto por Renato Augusto, Philippe Coutinho e Willian. Além dos três, quem também chega com credenciais é o artilheiro Jonas, que teve um grande desempenho pelo Benfica na temporada.

Pelo lado do Equador, o técnico Gustavo Quinteros acredita que sua equipe tem todo o direito de sonhar com uma estreia vitoriosa. “Sabemos que enfrentar a Seleção Brasileira nunca é fácil, mas nos credenciamos a conquistar um bom resultado pelo bom trabalho que estamos realizando nas Eliminatórias”, analisou o treinador argentino.

Os principais destaques do selecionado equatoriano são o meia Enner Valencia, do West Ham, da Inglaterra, e o atacante Miller Bolaños, do Grêmio. Outro conhecido dos brasileiros é o zagueiro Frickson Erazo, atualmente no Atlético-MG.

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