Esportes

Saiu, mas atacou

Redação DM

Publicado em 5 de agosto de 2016 às 02:33 | Atualizado há 10 anos

Depois de incontáveis declarações feitas por Robston de que ele permaneceria no Vila Nova, especulações, boatos, rumores e desinformações, finalmente foi acertado o destino do jogador em relação ao Clube. Robston não é mais jogador do Vila.

O volante de 34 anos pediu a rescisão de contrato na tarde de ontem e deu declaração extremamente emotiva. Culpou o treinador Guilherme Alves por sua saída e diz que o atual comandante está de excluindo aos poucos todos os jogadores do Tigre que estavam na campanha do ano passado.

“Minha decisão foi tomada porque sinto que meu futebol não condiz com o que a comissão técnica gosta de trabalhar. Senti isso desde o início. O que sinto é que ele (Guilherme) não gosta de trabalhar comigo. Ele e a comissão minaram todos os jogadores que estavam aqui desde o ano passado. Eu já não tinha mais vontade de vir ao clube e treinar. Mas também não quero e não podia atrapalhar o Vila Nova. Por isso estou saindo”, comentou o ex-capitão.

Robston entra em contradição com essa nova declaração, já que durante toda a semana veio dizendo que tudo corria bem e não havia o menor problema com ele e o treinador. O discurso era de respeito e complacência diante da hierarquia entre comandante e comandado.

Após a vitória diante do Joiville, o jogador havia declarado o seguinte: “Quero deixar claro que não sou dono do time, se o treinador quiser me colocar no banco, tenho de aceitar. Me espelho muito no Frontini neste momento, pois ele fez quatro gols que colocaram o Vila na Série B em dois anos, 2013 e 2015. Tenho de me espelhar em coisas boas. Se fiquei no banco, tenho de procurar me esforçar, trabalhar dentro de campo. Estou tranquilo e já deixei claro que quero encerrar minha carreira no Vila. Independente de ficar no banco ou não, meu papel é respeitar os companheiros(…)  Tenho que aceitar o comando, respeitar os meus companheiros. Vou trabalhar no dia a dia para tentar recuperar minha condição de titular na equipe”, ressaltou.

EMOCIONADO

Na coletiva concedida ontem, Robston foi às lágrimas quase que de imediato e declarou soluçando aos prantos: “Só tenho a agradecer a torcida, os dirigentes, a instituição Vila Nova que  me resgatou pro futebol depois de um ano parado por dopping. O torcedor me abraçou de uma forma que eu nunca imaginei que iria acontecer. São muitas mensagens que os torcedores estão mandando. É difícil até de segurar. Parece até que perdi um parente. É um dia triste na minha vida e na minha carreira. Já chorei dentro do carro. Nem consigo falar direito. Não sei se ainda vai dar tempo como jogador, mas um dia pretendo voltar a esse clube, talvez como dirigente. Tudo que eu fiz aqui dentro eu fiz com amor”, finalizou.

 

 

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