Sensação caseira e classificação
Redação DM
Publicado em 20 de junho de 2018 às 03:20 | Atualizado há 8 anos
A Rússia precisou de 15 minutos para definir uma imponente vitória por 3 a 1 sobre o Egito na tarde de ontem, em São Petersburgo. Comandada pelo centroavante Dzyuba, que ganhou a vaga de titular, os donos da casa encaminharam a classificação com gols de Fathi (contra), Cheryshev e o próprio Dzyuba, todos entre os dois e os 17 minutos do segundo tempo, e agora dependem apenas de empate ou vitória do Uruguai sobre a Arábia Saudita para confirmar a passagem às oitavas de final.
Os egípcios, que descontaram em pênalti sofrido e cobrado pelo craque Mohamed Salah, estão tão eliminados quanto os russos estão classificados. Zerados, eles precisariam que a Arábia Saudita vencesse o Uruguai, além de, na última rodada, derrotar os sauditas, torcer por outro tropeço dos uruguaios contra a Rússia e tirar o saldo de gols que os separa (1 a -4, atualmente).
A primeira etapa na bela cidade de São Petersburgo mostrou os donos da casa com uma proposta de lançar bolas longas para Dzyuba, em bom momento físico para trombar com os também fortes zagueiros egípcios e segurar a posse até a chegada dos companheiros. Na primeira chance, ele próprio quase concluiu cruzamento de Golovin, mas a bola passou um pouco acima da sua cabeça.
Salah, que até então pouco havia aparecido, teve uma boa chance de marcar e levar os egípcios em vantagem para o intervalo. Aos 43 minutos, após cruzamento da esquerda, Marwan deixou a bola passar e ele ficou no mano a mano com Zhirkov. O lateral conseguiu o corte parcial, mas a redonda ficou no pé esquerdo do craque, que tentou chutar no canto esquerdo de Akinfeev. A bola, no entanto, foi pela linha de fundo.
A volta para o intervalo, normalmente estudada pelos jogadores, foi um movimento avassalador dos donos da casa. Logo aos dois minutos, após bola alçada na área, Zobnin pegou a sobra e chutou cruzado. Dzyuba, parado, protegeu e Fathi, na tentativa de antecipar o gigante russo, acabou desviando com o joelho para trás, sem chances de defesa para o goleiro El Shennawy.
Os anfitriões não diminuíram o ritmo e viram o brasileiro naturalizado Mario Fernandes mostrar porque era tão badalado quando jogava no Grêmio. Em rápida ultrapassagem pela direita, ele invadiu a área e chegou à linha de fundo, tocando rasteiro para trás. Cheryshev, sem marcação, só deslocou o goleiro para ampliar. Pouco depois veio o brilho de Dzyuba: dominou lançamento longo, driblou o zagueiro e fez o terceiro tocando no canto direito, para explodir de felicidade a torcida.
O Egito ainda tentou buscar uma reação, mesmo atônito com a série de pancadas desferidas pelos russos. Coube justamente a Salah o suspiro dos africanos. Em boa jogada trabalhada pelo meio, ele invadia a área quando foi puxado pelo ombro por Zobnin. O árbitro inicialmente marcou fora da área, mas o assistente de vídeo, mostrou que a infração havia sido dentro dela. Penalidade bem batida e gol de honra assegurado para o craque do Liverpool.