Sportv reprisa campanha história da Seleção Brasileira na Copa de 1970
Redação DM
Publicado em 14 de abril de 2020 às 04:12 | Atualizado há 1 ano

Estávamos nas semifinais e teríamos pela frente um velho fantasma: a seleção do Uruguai, a Celeste Olímpica, carrasca do Brasil na Copa de 1950. Tinha tudo para mais um fantasma rondar o México, depois de uma falha medonha de Brito, que deu o contra-ataque para os adversários. Gol! Clodoaldo, regente da orquestra que era nosso meio-de-campo, empataria, ainda no primeiro campo, anotando um golaço de emocionar até defunto. Na etapa final, a vitória veio naturalmente: Jairzinho e Rivelino marcaram e Pelé, sempre ele, mesmo sem balançar as redes, imortalizou uma jogadaça, “como na Ópera”, nas palavras de Nelson Rodrigues. O estádio aplaudiu-lhe de pé.
Era hora de duelar contra a Itália, squadra azzurra famosa pelo seu catenaccio. Rola e bola e, num cruzamento sob medida do ponta-direita corintiano Rivellino, o Reizinho do Parque, Pelé salta mais do que toda a zaga italiana (“parecia que Pelé poderia ficar no ar o tempo que quisesse”, escreve o poeta Carlos Drummond de Andrade). 1 a 0 Brasil. Para os supersticiosos, na história das Copas – até então –, uma a equipe que abria o placar nunca levara a taça para a casa. O temor de que isso ia se repetir aumentou quando Clodoaldo tentara fazer uma jogada e foi desarmado, o permitiu um contra-golpe dos italianos que provocou o empate.

Foi, ufa!, um susto. Um belo chute de Gérson, o maestro brasileiro, colocou o Brasil em vantagem mais uma vez. Daí em diante o que rolara era um samba que deixara Jorge Ben (nesta época sem o Jor) e Wilson Simonal emocionados, e também os militares sob a figura de Médici: a ditadura, que estava em seus anos mais bárbaros, explorou a imagem do escrete, coisa comum de gorilas ao longo da História. Carlos Alberto Torres, recebendo um passe de Pelé, encerrou a goleada de 4 a 1. Éramos tricampeões do mundo, com a melhor campanha, que poderá ser vista na íntegra nesta semana. “É dia de futebol”, como diz Wilson Simonal.
Serviço
Reprise da Copa de 1970
Quando: começa hoje
Horário: horário nobre
Onde: Sportv
Conheça as crônicas da época do tricampeonato
‘Quando É Dia de Futebol’
Cronista do Jornal do Brasil, o escritor Carlos Drummond de Andrade se tornou um fã devoto da campanha maravilhosa do Brasil no Mundial de 70. Aqui, você confere os melhores textos publicados pelo autor de “Elegir 1938”.
‘A Pátria de Chuteiras’
Maior cronista esportivo de todos os tempos, o dramaturgo Nelson Rodrigues criou expressões sobre os jogos do Brasil que estão até hoje no imaginário coletivo. Nesta obra há os melhores textos sobre futebol do escritor.

Na primeira dividida, o ‘capita’ acerta em Ball uma formidável porrada, devolvendo, com juros e correções monetárias, o choque em nosso guarda-redes. O Brasil começava a ditar o ritmo da partida. No entanto, o gol que nos dera a vitória sairia apenas no segundo tempo, numa daquelas jogadas que hoje em dia fazem parte dos melhores momentos da história do futebol brasileiro: Tostão, craque do Cruzeiro, dá uma cotovelada num inglês, dribla duas vezes, duas vezes!, Bobby Moore e toca para Pelé e, num leve toque, o Rei rola para Jairzinho, que solta um chutaço. 1 a 0.
O adversário do último jogo da fase de grupos era o, teoricamente, mais fraco: a Romênia, seleção de fato inexpressiva. Foi uma partida, digamos, um tanto confusa, com muitos gols e que, quando o juiz soprou o apito final, vencemos por 3 a 2. Pelé, que comia a bola neste mundial, anotou dois tentos, enquanto Jairzinho, um. Estávamos nas fases decisivas do mundial. Será que o tri vem?
Mata a Mata
Nas quartas-de-final, deparamo-nos com um personagem que fazia parte da nossa história: o craque Didi, que brilhara na conquista de 1958, quando a Seleção Canarinha emocionou o mundo com o futebol de Pelé e Garrincha. Didi comandava a talentosa seleção do Peru, que estava num dos seus momentos mais gloriosos. De cara, abrimos dois a zero no marcador e, embora os andinos tentassem esboçar uma reação, o time de Zagallo soube se manter no campo de ataque do adversário. No final, balançamos a rede dos peruanos quatro vezes e as nossas foram balançadas em duas ocasiões.

Estávamos nas semifinais e teríamos pela frente um velho fantasma: a seleção do Uruguai, a Celeste Olímpica, carrasca do Brasil na Copa de 1950. Tinha tudo para mais um fantasma rondar o México, depois de uma falha medonha de Brito, que deu o contra-ataque para os adversários. Gol! Clodoaldo, regente da orquestra que era nosso meio-de-campo, empataria, ainda no primeiro campo, anotando um golaço de emocionar até defunto. Na etapa final, a vitória veio naturalmente: Jairzinho e Rivelino marcaram e Pelé, sempre ele, mesmo sem balançar as redes, imortalizou uma jogadaça, “como na Ópera”, nas palavras de Nelson Rodrigues. O estádio aplaudiu-lhe de pé.
Era hora de duelar contra a Itália, squadra azzurra famosa pelo seu catenaccio. Rola e bola e, num cruzamento sob medida do ponta-direita corintiano Rivellino, o Reizinho do Parque, Pelé salta mais do que toda a zaga italiana (“parecia que Pelé poderia ficar no ar o tempo que quisesse”, escreve o poeta Carlos Drummond de Andrade). 1 a 0 Brasil. Para os supersticiosos, na história das Copas – até então –, uma a equipe que abria o placar nunca levara a taça para a casa. O temor de que isso ia se repetir aumentou quando Clodoaldo tentara fazer uma jogada e foi desarmado, o permitiu um contra-golpe dos italianos que provocou o empate.

Foi, ufa!, um susto. Um belo chute de Gérson, o maestro brasileiro, colocou o Brasil em vantagem mais uma vez. Daí em diante o que rolara era um samba que deixara Jorge Ben (nesta época sem o Jor) e Wilson Simonal emocionados, e também os militares sob a figura de Médici: a ditadura, que estava em seus anos mais bárbaros, explorou a imagem do escrete, coisa comum de gorilas ao longo da História. Carlos Alberto Torres, recebendo um passe de Pelé, encerrou a goleada de 4 a 1. Éramos tricampeões do mundo, com a melhor campanha, que poderá ser vista na íntegra nesta semana. “É dia de futebol”, como diz Wilson Simonal.
Serviço
Reprise da Copa de 1970
Quando: começa hoje
Horário: horário nobre
Onde: Sportv
Conheça as crônicas da época do tricampeonato
‘Quando É Dia de Futebol’
Cronista do Jornal do Brasil, o escritor Carlos Drummond de Andrade se tornou um fã devoto da campanha maravilhosa do Brasil no Mundial de 70. Aqui, você confere os melhores textos publicados pelo autor de “Elegir 1938”.
‘A Pátria de Chuteiras’
Maior cronista esportivo de todos os tempos, o dramaturgo Nelson Rodrigues criou expressões sobre os jogos do Brasil que estão até hoje no imaginário coletivo. Nesta obra há os melhores textos sobre futebol do escritor.

Ao retornar do intervalo, o que se viu foi um espetáculo digno da doidona dramaturgia de Zé Celso Martinez Corrêa. Era um inesquecível show de bola como prenúncio da mais poética – e que deixou o poeta Carlos Drummond de Andrade liricamente embriagado em sua coluna do Jornal do Brasil (“meu coração não joga e nem conhece a arte de jogar. Bate distante da bola nos estádios, que alucina o torcedor, escravo de seu time”) – conquista do nosso futebol. Pelé marca, depois de uma matada no peito espetacular, em pleno ar, e Jairzinho, em duas arrancadas, fecha a fatura.
Com a segunda rodada, diziam os cronistas da época, veio a verdadeira decisão do mundial. Brasil versus Inglaterra, então campeã do mundo. Tínhamos um seríssimo desfalque para a partida: o meio-campo Gérson, o maestro do time, estava machucado e cedeu seu lugar a Paulo César “Caju”, habilidoso ponta-esquerda do Botafogo. O jogo, como era esperado, foi duro. Lá e cá. Num lance dividido na área brasileira, o ponta inglês Ball acerta uma pancada violenta no arqueiro Félix. Os brasileiros ficaram indignados. Conciliador, o capitão Carlos Alberto Torres pede calma para o time.

Na primeira dividida, o ‘capita’ acerta em Ball uma formidável porrada, devolvendo, com juros e correções monetárias, o choque em nosso guarda-redes. O Brasil começava a ditar o ritmo da partida. No entanto, o gol que nos dera a vitória sairia apenas no segundo tempo, numa daquelas jogadas que hoje em dia fazem parte dos melhores momentos da história do futebol brasileiro: Tostão, craque do Cruzeiro, dá uma cotovelada num inglês, dribla duas vezes, duas vezes!, Bobby Moore e toca para Pelé e, num leve toque, o Rei rola para Jairzinho, que solta um chutaço. 1 a 0.
O adversário do último jogo da fase de grupos era o, teoricamente, mais fraco: a Romênia, seleção de fato inexpressiva. Foi uma partida, digamos, um tanto confusa, com muitos gols e que, quando o juiz soprou o apito final, vencemos por 3 a 2. Pelé, que comia a bola neste mundial, anotou dois tentos, enquanto Jairzinho, um. Estávamos nas fases decisivas do mundial. Será que o tri vem?
Mata a Mata
Nas quartas-de-final, deparamo-nos com um personagem que fazia parte da nossa história: o craque Didi, que brilhara na conquista de 1958, quando a Seleção Canarinha emocionou o mundo com o futebol de Pelé e Garrincha. Didi comandava a talentosa seleção do Peru, que estava num dos seus momentos mais gloriosos. De cara, abrimos dois a zero no marcador e, embora os andinos tentassem esboçar uma reação, o time de Zagallo soube se manter no campo de ataque do adversário. No final, balançamos a rede dos peruanos quatro vezes e as nossas foram balançadas em duas ocasiões.

Estávamos nas semifinais e teríamos pela frente um velho fantasma: a seleção do Uruguai, a Celeste Olímpica, carrasca do Brasil na Copa de 1950. Tinha tudo para mais um fantasma rondar o México, depois de uma falha medonha de Brito, que deu o contra-ataque para os adversários. Gol! Clodoaldo, regente da orquestra que era nosso meio-de-campo, empataria, ainda no primeiro campo, anotando um golaço de emocionar até defunto. Na etapa final, a vitória veio naturalmente: Jairzinho e Rivelino marcaram e Pelé, sempre ele, mesmo sem balançar as redes, imortalizou uma jogadaça, “como na Ópera”, nas palavras de Nelson Rodrigues. O estádio aplaudiu-lhe de pé.
Era hora de duelar contra a Itália, squadra azzurra famosa pelo seu catenaccio. Rola e bola e, num cruzamento sob medida do ponta-direita corintiano Rivellino, o Reizinho do Parque, Pelé salta mais do que toda a zaga italiana (“parecia que Pelé poderia ficar no ar o tempo que quisesse”, escreve o poeta Carlos Drummond de Andrade). 1 a 0 Brasil. Para os supersticiosos, na história das Copas – até então –, uma a equipe que abria o placar nunca levara a taça para a casa. O temor de que isso ia se repetir aumentou quando Clodoaldo tentara fazer uma jogada e foi desarmado, o permitiu um contra-golpe dos italianos que provocou o empate.

Foi, ufa!, um susto. Um belo chute de Gérson, o maestro brasileiro, colocou o Brasil em vantagem mais uma vez. Daí em diante o que rolara era um samba que deixara Jorge Ben (nesta época sem o Jor) e Wilson Simonal emocionados, e também os militares sob a figura de Médici: a ditadura, que estava em seus anos mais bárbaros, explorou a imagem do escrete, coisa comum de gorilas ao longo da História. Carlos Alberto Torres, recebendo um passe de Pelé, encerrou a goleada de 4 a 1. Éramos tricampeões do mundo, com a melhor campanha, que poderá ser vista na íntegra nesta semana. “É dia de futebol”, como diz Wilson Simonal.
Serviço
Reprise da Copa de 1970
Quando: começa hoje
Horário: horário nobre
Onde: Sportv
Conheça as crônicas da época do tricampeonato
‘Quando É Dia de Futebol’
Cronista do Jornal do Brasil, o escritor Carlos Drummond de Andrade se tornou um fã devoto da campanha maravilhosa do Brasil no Mundial de 70. Aqui, você confere os melhores textos publicados pelo autor de “Elegir 1938”.
‘A Pátria de Chuteiras’
Maior cronista esportivo de todos os tempos, o dramaturgo Nelson Rodrigues criou expressões sobre os jogos do Brasil que estão até hoje no imaginário coletivo. Nesta obra há os melhores textos sobre futebol do escritor.
“Amigos, foi a mais bela vitória do futebol mundial em todos os tempos. Desta vez, não há desculpa, não há dúvida, não há sofisma”, escreveu nas páginas de O Globo o cronista Nelson Rodrigues. A Seleção sagrava-se tricampeão mundial. Após o trágico fiasco na Copa do Mundo de 66, na Inglaterra, o escrete canarinho recuperara a autoestima e o prestígio mundial. Do goleiro ao centroavante, o time era memorável: Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino.
A estreia da Seleção foi contra a perigosa Tchecoslováquia. O Brasil saiu atrás no marcador, com gol do artilheiro Petras. Na comemoração, o atacante se ajoelhou diante da telinha, benzendo-se e dando a impressão de que o sonho do tricampeonato mundial para nós não passaria de uma utopia. Mas os europeus não ficaram à frente do marcador por muito tempo. Um petardo de Rivelino, numa cobrança de falta, antes de o assoprador de apito decretar o final do primeiro tempo, recolocara o escrete brazuca em pé de igualdade no marcador. Estávamos prontos para começar o show.

Ao retornar do intervalo, o que se viu foi um espetáculo digno da doidona dramaturgia de Zé Celso Martinez Corrêa. Era um inesquecível show de bola como prenúncio da mais poética – e que deixou o poeta Carlos Drummond de Andrade liricamente embriagado em sua coluna do Jornal do Brasil (“meu coração não joga e nem conhece a arte de jogar. Bate distante da bola nos estádios, que alucina o torcedor, escravo de seu time”) – conquista do nosso futebol. Pelé marca, depois de uma matada no peito espetacular, em pleno ar, e Jairzinho, em duas arrancadas, fecha a fatura.
Com a segunda rodada, diziam os cronistas da época, veio a verdadeira decisão do mundial. Brasil versus Inglaterra, então campeã do mundo. Tínhamos um seríssimo desfalque para a partida: o meio-campo Gérson, o maestro do time, estava machucado e cedeu seu lugar a Paulo César “Caju”, habilidoso ponta-esquerda do Botafogo. O jogo, como era esperado, foi duro. Lá e cá. Num lance dividido na área brasileira, o ponta inglês Ball acerta uma pancada violenta no arqueiro Félix. Os brasileiros ficaram indignados. Conciliador, o capitão Carlos Alberto Torres pede calma para o time.

Na primeira dividida, o ‘capita’ acerta em Ball uma formidável porrada, devolvendo, com juros e correções monetárias, o choque em nosso guarda-redes. O Brasil começava a ditar o ritmo da partida. No entanto, o gol que nos dera a vitória sairia apenas no segundo tempo, numa daquelas jogadas que hoje em dia fazem parte dos melhores momentos da história do futebol brasileiro: Tostão, craque do Cruzeiro, dá uma cotovelada num inglês, dribla duas vezes, duas vezes!, Bobby Moore e toca para Pelé e, num leve toque, o Rei rola para Jairzinho, que solta um chutaço. 1 a 0.
O adversário do último jogo da fase de grupos era o, teoricamente, mais fraco: a Romênia, seleção de fato inexpressiva. Foi uma partida, digamos, um tanto confusa, com muitos gols e que, quando o juiz soprou o apito final, vencemos por 3 a 2. Pelé, que comia a bola neste mundial, anotou dois tentos, enquanto Jairzinho, um. Estávamos nas fases decisivas do mundial. Será que o tri vem?
Mata a Mata
Nas quartas-de-final, deparamo-nos com um personagem que fazia parte da nossa história: o craque Didi, que brilhara na conquista de 1958, quando a Seleção Canarinha emocionou o mundo com o futebol de Pelé e Garrincha. Didi comandava a talentosa seleção do Peru, que estava num dos seus momentos mais gloriosos. De cara, abrimos dois a zero no marcador e, embora os andinos tentassem esboçar uma reação, o time de Zagallo soube se manter no campo de ataque do adversário. No final, balançamos a rede dos peruanos quatro vezes e as nossas foram balançadas em duas ocasiões.

Estávamos nas semifinais e teríamos pela frente um velho fantasma: a seleção do Uruguai, a Celeste Olímpica, carrasca do Brasil na Copa de 1950. Tinha tudo para mais um fantasma rondar o México, depois de uma falha medonha de Brito, que deu o contra-ataque para os adversários. Gol! Clodoaldo, regente da orquestra que era nosso meio-de-campo, empataria, ainda no primeiro campo, anotando um golaço de emocionar até defunto. Na etapa final, a vitória veio naturalmente: Jairzinho e Rivelino marcaram e Pelé, sempre ele, mesmo sem balançar as redes, imortalizou uma jogadaça, “como na Ópera”, nas palavras de Nelson Rodrigues. O estádio aplaudiu-lhe de pé.
Era hora de duelar contra a Itália, squadra azzurra famosa pelo seu catenaccio. Rola e bola e, num cruzamento sob medida do ponta-direita corintiano Rivellino, o Reizinho do Parque, Pelé salta mais do que toda a zaga italiana (“parecia que Pelé poderia ficar no ar o tempo que quisesse”, escreve o poeta Carlos Drummond de Andrade). 1 a 0 Brasil. Para os supersticiosos, na história das Copas – até então –, uma a equipe que abria o placar nunca levara a taça para a casa. O temor de que isso ia se repetir aumentou quando Clodoaldo tentara fazer uma jogada e foi desarmado, o permitiu um contra-golpe dos italianos que provocou o empate.

Foi, ufa!, um susto. Um belo chute de Gérson, o maestro brasileiro, colocou o Brasil em vantagem mais uma vez. Daí em diante o que rolara era um samba que deixara Jorge Ben (nesta época sem o Jor) e Wilson Simonal emocionados, e também os militares sob a figura de Médici: a ditadura, que estava em seus anos mais bárbaros, explorou a imagem do escrete, coisa comum de gorilas ao longo da História. Carlos Alberto Torres, recebendo um passe de Pelé, encerrou a goleada de 4 a 1. Éramos tricampeões do mundo, com a melhor campanha, que poderá ser vista na íntegra nesta semana. “É dia de futebol”, como diz Wilson Simonal.
Serviço
Reprise da Copa de 1970
Quando: começa hoje
Horário: horário nobre
Onde: Sportv
Conheça as crônicas da época do tricampeonato
‘Quando É Dia de Futebol’
Cronista do Jornal do Brasil, o escritor Carlos Drummond de Andrade se tornou um fã devoto da campanha maravilhosa do Brasil no Mundial de 70. Aqui, você confere os melhores textos publicados pelo autor de “Elegir 1938”.
‘A Pátria de Chuteiras’
Maior cronista esportivo de todos os tempos, o dramaturgo Nelson Rodrigues criou expressões sobre os jogos do Brasil que estão até hoje no imaginário coletivo. Nesta obra há os melhores textos sobre futebol do escritor.