Esportes

Tecnologia aprovada

Redação DM

Publicado em 13 de junho de 2018 às 01:09 | Atualizado há 8 anos

Alisson vê com bons olhos a implementação do ár­bitro de vídeo na Copa do Mundo. Embora tenha gera­do muita polêmica, a tecnologia no futebol marcará presença no principal evento esportivo do pla­neta após ser testada em diversos campeonatos europeus ao longo desta temporada, incluindo o Ita­liano, no qual o goleiro titular da seleção brasileira atua pela Roma.

“Tive a experiência do VAR [si­gla para árbitro de vídeo em inglês] na Itália e deu muito certo. Houve uma margem de erro baixa, então acredito, sim, que venha ajudar em alguns lances que colocam o árbi­tro em dificuldade, principalmente em lances muitos rápidos, de impe­dimento. Lógico que a parada para o árbitro ver o vídeo incomoda um pouco, mas, aumentando a chan­ce de acerto, fica um jogo mais jus­to”, afirmou Alisson.

Outra questão defendida pelo go­leiro do Brasil foi o fato de o técnico Tite habitualmente fechar os treinos da seleção brasileira durante a pre­paração para a Copa do Mundo. O treinador costuma permitir que os jornalistas acompanhem somente os 20 primeiros minutos da ativida­de, priorizando a privacidade para dar os ajustes finais à sua equipe, tida como a grande favorita para erguer a taça no dia 15 de julho, em Moscou.

Ontem, dia do primeiro treino da seleção brasileira em Sochi, os jogadores contaram com a presen­ça de milhares de torcedores no es­tádio municipal da cidade em que está hospedada. Como a Fifa obri­ga cada seleção a abrir um treina­mento ao público, o técnico Tite optou por seguir as normas da en­tidade logo no início da semana para, posteriormente, poder fazer uso do seu direito de privacidade juntamente com os atletas.

“Acredito que as duas situações são válidas, tanto treino fechado quanto aberto. É uma coisa que a gente gosta, sentir o carinho do torcedor, poder retribuir esse ca­rinho, ter um contato. Mas, para a nossa concentração, é importan­te, sim, ter treinos fechados para a gente trabalhar algumas jogadas di­ferentes, surpreender os adversá­rios”, completou o goleiro do Brasil.

Outra situação destacada pelo goleiro, é o convívio dos familia­res dos jogadores em Sochi. Em­bora não permaneçam no mesmo hotel da seleção brasileira, fami­liares e amigos dos atletas estarão hospedados em instalações pró­ximas. “Família é tudo para a gen­te, é quem está do nosso lado nos momentos bons, mas também nos momentos difíceis, de derrota, de frustração. Tê-los aqui dá uma for­ça maior, também é um problema a menos não ter saudade. Fico três, quatro dias longe da minha família e já fico com saudades. Tê-los aqui perto é muito bom para nos dar uma alegria a mais para estar aqui”, afirmou o goleiro Alisson.

 


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