Esportes

Time argentino tenta ressuscitar punição

Redação DM

Publicado em 23 de agosto de 2018 às 00:54 | Atualizado há 8 anos

A Conmebol avalia punição ao Santos por suposta es­calação irregular de Carlos Sánchez no empate em 0 a 0 com o Independiente nesta terça-feira, em Avellaneda, pela ida das oitavas de final da Libertadores da América. Se confirmada, o Peixe perderia por 3 a 0. O alvinegro, porém, não vê risco.

A confederação emitiu um co­municado nesta quarta-feira infor­mando sobre a investigação. Sán­chez foi suspenso por três partidas em 2015, pelo River Plate, por ter agredido a um gandula contra o Huracán, em novembro, pela se­mifinal da Sul-Americana. O uru­guaio não disputou outras partidas da Conmebol desde então.

A confederação, em seu cen­tenário em 2016, declarou anistia para as suspensões. O Indepen­diente afirma que a redução foi de metade das penas e Sánchez não poderia ter atuado em Avellane­da. O Santos tranquiliza o torcedor.

“Não há risco. A torcida pode ficar tranquila. O Sistema Comet, da Conmebol, informa a baixa no cumprimento de sanções discipli­nares ao Carlos Sánchez desde 24 de maio de 2018. É o único sistema oficial e eletrônico da Conmebol”, disse Rodrigo Gama Monteiro, ge­rente jurídico do Santos.

O técnico Cuca disse que foi abordado por um jornalista argen­tino sobre o tema na saída do ho­tel e perguntou para o uruguaio du­rante o trajeto no ônibus.

“Ontem, quando estava en­trando no ônibus, um repórter da argentina me chamou, disse que Sánchez estava suspenso. Fui no ônibus, perguntei, e ele disse que nunca tinha sido expulso na Libertadores. Depois lembrou da expulsão na Sul-Americana. Foi uma surpresa. Estamos tranqui­los, nossa parte é dentro do cam­po”, disse Cuca, no desembarque do elenco do Santos.

“Se eles falam que é três (jogos de punição), Santos fala que é um, tem que ver a real. Isso não cabe a nós. Jurídico tem que ver. Com cer­teza, eles sabiam que o jogador ti­nha isso. Para mim, ele estava libe­rado para jogar. Se formos punidos, teremos que nos preparar para a vitória no Pacaembu”, completou.

O presidente do Santos, José Carlos Peres, se manifestou so­bre o caso. “Preocupados sem­pre ficamos, mas caso está no jurídico. Ele apareceu zerado no sistema. Por isso estamos tranquilos. É um sistema auto­mático. Na inscrição da Liber­tadores, apareceu zero como punição. Temos isso documen­tado. Quando se faz um pedido, a Conmebol acata e faz inves­tigação. Vamos acompanhar o caso in loco”, disse Peres, no de­sembarque do elenco do San­tos em São Paulo.

A decisão por uma vaga nas quartas de final da Libertadores será na próxima terça-feira, no Pa­caembu. Se não for punido, o San­tos pode avançar com uma vitória simples. Empate com gols classifi­caria o Independiente, enquanto um novo 0 a 0 levaria a eliminató­ria para os pênaltis.


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