Esportes

Tiro cruzado

Redação DM

Publicado em 18 de março de 2016 às 02:54 | Atualizado há 10 anos

Nesta quinta-feira, a África do Sul negou que tenha pagado US$ 10 milhões à Concacaf para comprar os votos da entidade na disputa para sediar a Copa do Mundo de 2010. O ministro dos Esportes, Fikile Mbalula, reiterou que a quantia visava promover o desenvolvimento do futebol entre descendentes de africanos.
O governo sul-africano afirmou que a região representada pela Concacaf – América do Norte e Central – possui uma grande quantidade de pessoas que descendem de escravos africanos e, por causa disso, teria sido beneficiada com a quantia, que tinha o intuito de investir no esporte.
De acordo com a Fifa, no entanto, os US$ 10 milhões teriam sido depositados diretamente para o então presidente da entidade, Jack Warner, e o secretário-geral, Chuck Blazer. Warner foi preso e acusado pelo FBI por lavagem de dinheiro e fraude. Blazer foi banido do futebol pela Fifa e é um dos principais delatores que auxiliaram a Justiça dos EUA a investigar a Fifa.
A entidade máxima do futebol tenta recuperar milhões de dólares na Justiça dos Estados Unidos em compensação pelos danos que os seus dirigentes acusados de corrupção teriam causado na entidade. Entre os cartolas sancionados estão os últimos três presidentes da CBF: Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.
Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, também fez comentários em relação às alegações feitas na reivindicação legal da organização: “O dinheiro que eles embolsaram pertencia ao futebol mundial e foram feitos para o desenvolvimento e promoção do jogo. A Fifa como o corpo que governa o mundo do futebol quer o dinheiro de volta e estamos determinados a obtê-lo, não importa quanto tempo levar”.
Segundo informa o jornal britânico The Guardian, a Fifa confirma efetivamente, pela primeira vez, que acredita que altos membros do seu Comitê Executivo são culpados de praticar esquemas de corrupção em grande escala.
“É agora evidente que vários membros do Comitê Executivo da Fifa abusaram de sua posição e venderem seus votos de escolha de sede para a Copa do Mundo em várias ocasiões”, disse a entidade.


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