Esportes

Uma despedida para 60 mil são-paulinos para Rogério Ceni

Redação DM

Publicado em 12 de dezembro de 2015 às 04:05 | Atualizado há 11 anos

Calcular a importância e o impacto do nome Rogério Ceni, de 42 anos e 1,88m de altura, na história do São Paulo Futebol Clube é impossível. Talvez, daqui a alguns anos ou décadas, possa ser feita uma avaliação melhor ou mais próxima da realidade. No momento, no entanto, tudo o que se tem são recordes, títulos e muitos outros números que ajudam a explicar o que levou 60 mil são-paulinos a lotarem o Morumbi na noite de sexta-feira para um jogo histórico de despedida do eterno goleiro que reuniu jogadores e ex-jogadores que foram campeões mundiais pelo tricolor paulista em 1992,1993 e 2005.

A completar 80 anos de existência nesta sexta-feira, o São Paulo não sabe o que é viver sem Rogério Ceni há 25 anos. Foi em 1990 que o goleiro chegou ainda nas categorias de base do clube. Antes, havia passado apenas pelo Sinop, do Mato Grosso. Desde a sua chegada ao tricolor paulista, foram 1,237 jogos e 131 gols que o transformaram no atleta que mais vezes jogou o campeonato brasileiro, mais vezes venceu por um clube no mundo, o goleiro que mais fez gols no mundo e muitos outros recordes.

No São Paulo, foram 18 títulos conquistados entre campeonatos de todos os níveis: estadual; nacional; continental; e mundial. Fora do clube, ele fez parte da seleção brasileira que conquistou o pentacampeonato, em 2002. Ou seja, venceu praticamente tudo que o futebol lhe ofereceu em termos de competição. O último título conquistado foi a Copa Sul-Americana, em 2012.

No clube, Rogério é protagonista sempre. Na despedida de anteontem, sua atuação foi além das quatro linhas. Ele próprio ajudou a organizar a festa de despedida ao convidar os jogadores e checar os últimos detalhes para a festa, que contou até com show da banda “Ira” no intervalo do amistoso. Nem neste momento, Rogério teve descanso. O goleiro foi ao palco e tocou guitarra. Com a bola rolando, Rogério jogou na linha, no gol e, óbvio, balançou as redes.

— Torcedores são-paulinos, vocês foram o motivo disso tudo. Um sonho que durou 25 anos. Essa camisa “01”, que há muitos anos eu venho usando, parece que não vai ser mais usada — disse Ceni, ao fim do jogo, com um microfone para todos no Morumbi ouvirem. — Peço que quando eu morrer, meu corpo seja cremado e as cinzas sejam jogadas aqui, no Morumbi. Para que eu sempre lembre de tudo o que aconteceu aqui.

O futuro de Ceni ainda é incerto. O eterno goleiro do São Paulo já cogitou a possibilidade de ser técnico, mas, ao mesmo tempo, adiantou que jamais enfrentaria o clube. A possibilidade de seguir dentro da diretoria no departamento de futebol também existe.

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