Viagem de volta amarga
Redação DM
Publicado em 8 de julho de 2018 às 00:52 | Atualizado há 8 anos
Tentando digerir a eliminação da Copa do Mundo, a seleção brasileira se despediu da Rússia. Na manhã de ontem, dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Bélgica, pelas quartas de final, a delegação deixou o hotel em Kazan e rumou ao aeroporto da cidade. Cerca de 50 torcedores foram até a porta do hotel para aplaudir e manifestar apoio aos atletas, que se abraçaram antes de se separarem em grupos. Os goleiros Alisson e Cássio, o volante Fernandinho, o lateral esquerdo Filipe Luís e o preparador Taffarel foram os primeiros a sair.
Em seguida, também recebendo aplausos dos fãs, os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os atacantes Willian e Roberto Firmino, o goleiro Ederson, o volante Paulinho e o meia Renato Augusto deixaram a base do Brasil em Kazan.
Divididos em grupos, eles entraram em carros e partiram rumo ao aeroporto. Pouco antes, o astro Neymar recebeu o filho Davi Lucca e a mãe Nadine Gonçalves no lobby do hotel, onde foi consolado com abraços de ambos. Quando se dirigiu ao ônibus, recebeu o apoio dos presentes, que gritaram seu nome. Na última sexta-feira, após o revés para a Bélgica, o atacante deixou a Arena Kazan sem falar com a imprensa.
Acompanhado de membros de sua comissão técnica, Tite foi mais um que deixou o hotel da seleção muito aplaudido e ovacionado pelos torcedores presentes. Juntos dele, saíram Gabriel Jesus, Fágner e Fred. O ônibus deixou as instalações em Kazan por volta das 10h (horário de Brasília) rumo ao aeroporto.
Em voo fretado pela CBF, a seleção brasileira deve desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, hoje pela manhã, após fazer escala em Madri, na Espanha. A maior parte dos jogadores, contudo, ficará na Europa, enquanto o restante do elenco e a comissão técnica voltam ao Brasil.
O coordenador da CBF, Edu Gaspar, falou sobre o sentimento da eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo. “Essa dor que estamos sentindo não é fácil. Foi a maior como atleta ou dirigente. Uma dor que sangra. Temos que seguir firmes nos nossos objetivos que temos, continuando com essa responsabilidade”, resignou-se, antes de despistar sobre sua permanência no cargo.
“Agora é um momento difícil de responder esse tipo de pergunta. Estamos juntando nossas dores. Vamos esperar voltar ao Brasil para conversar e dar o próximo passo. O passo agora é de um ajudar o outro para tomarmos as melhores decisões possíveis”, afirmou.
O futuro de Edu Gaspar e do retante da comissão técnica, na verdade, começará a ser definido em uma reunião na CBF, ainda sem data definida.
Jogadores defendem permanência de Tite na seleção
A Copa do Mundo de 2018 Rússia terminou na última sexta-feira para o Brasil. A derrota para a Bélgica por 2 a 1, acabou com o sonho do hexa. Apesar de algumas críticas, o técnico Tite vem sendo defendido, e os atletas querem a permanência do comandante para a sequência.
O volante Paulinho, que voltou a vestir a camisa da seleção com Tite, foi um dos que fizeram lobby para a continuidade do trabalho. Na zona mista, o jogador apenas se limitou a concordar com a permanência quando questionado sobre o assunto.
Miranda, um dos melhores jogadores do Brasil no Mundial e que foi duas vezes capitão sob o comando do atual treinador, contra a Costa Rica e Bélgica, também quer que Tite continue no comando:
“Tem toda uma preparação que foi bem feita. O Tite se mostrou um grande treinador, espero que siga no comando e que seja coroado com um título”, disse o defensor, que atua na Internazionale.
Desde 2016 no Brasil, Tite coleciona 26 partidas, com 20 vitórias, quatro empates, e apenas duas derrotas, com 85% de aproveitamento. Além do revés para a Bélgica, a seleção brasileira perdeu para a Argentina por 1 a 0, em amistoso disputado em Melbourne.