Esportes

Vitória digna de gladiadores

Redação DM

Publicado em 11 de abril de 2018 às 01:40 | Atualizado há 8 anos

A Roma conseguiu uma clas­sificação surpreendente à semifinal da Liga dos Cam­peões. Enfrentando o Barcelona, que venceu o jogo de ida por 4 a 1, os donos da casa sufocaram os rivais no primeiro tempo e não perderam a tranquilidade na eta­pa complementar para, muito bem organizados taticamente e sem dar espaço a Messi e companhia, saí­rem de campo com o placar ne­cessário para se manterem vivos no torneio: 3 a 0. Os gols da par­tida foram marcados por Dzeko, De Rossi, de pênalti, e Manolas.

A energia vinda das arquiban­cadas do Estádio Olímpico conta­giou o time da Roma logo no iní­cio da partida. Indo a campo com dois centroavantes, os comanda­dos do técnico Eusebio Di Fran­cesco pressionaram os adversários com bastante intensidade e aos seis minutos tiveram seus esforços re­compensados com o gol de Dze­ko, que recebeu belo lançamento de De Rossi para ficar na cara do gol e tocar na saída de Ter Stegen.

Empolgada com a vantagem, a Roma continuou demonstrando bastante intensidade em campo e sufocando o Barcelona, que, por sua vez, não encontrava espaços para uma infiltração, tampouco liberda­de para trocar passes, característi­ca vital do seu jogo, embora tenha se tornado uma equipe mais aguda sob o comando de Ernesto Valverde.

Contando com Schick e Dze­ko dentro da área, os cruzamen­tos eram a principal arma dos an­fitriões, que quase ampliaram aos 29 minutos. Fazio cruzou pela di­reita, e Shick subiu mais alto que a zaga para escorar a bola, que pas­sou pouco acima do travessão de Ter Stegen. Mais tarde, aos 36, foi a vez de o autor do primeiro gol ter a chance derradeira de deixar a Roma ainda mais perto da épica classifi­cação antes de ir para o intervalo. Florenzi acionou o atacante Bósnio pelo alto, que cabeceou certeiro e exigiu boa defesa do goleiro rival.

O Barcelona voltou para o se­gundo tempo ciente de que não poderia ignorar a posse de bola. A Roma, por sua vez, adotou uma postura mais retraída em compara­ção com o início da etapa comple­mentar, contudo, seguiu mais efi­ciente. Prova disso foi outro bom lançamento em direção a Dzeko que resultou em pênalti, aos doze minutos. O atacante bósnio domi­nou, fez o giro para cima de Piqué, mas acabou derrubado pelo za­gueiro do Barcelona. Na cobrança, De Rossi foi para a bola e bateu no canto esquerdo de Ter Stegen, que ainda se jogou para a direção certa, mas não conseguiu fazer a defesa.

O terceiro tento, que seria o da classificação, por muito pouco não saiu aos 24 minutos, novamente de De Rossi. O meia apareceu na área para aproveitar, nas costas da zaga, o cruzamento vindo da esquerda e desviar de cabeça, tirando tinta da trave esquerda do goleiro adversá­rio. Tornando a equipe ainda mais ofensiva com a saída de Nainggo­lan para a entrada de El Shaarawy, o técnico Eusebio Di Francesco quase viu suas alterações surtirem efeito aos 32, quando o atacante se esticou todo para completar o cruzamento da direita e ver Ter Stegen salvar o Barcelona em cima da linha.

Com o fim da partida se aproxi­mando, a torcida pode até ter co­meçado a ficar nervosa, mas os jo­gadores mantiveram a calma e a organização em campo para, aos 37 minutos, chegarem ao tão so­nhado terceiro gol, que deu a clas­sificação aos donos da casa. Em cobrança de escanteio fechada de Florenzi, Manolas puxou a marca­ção no primeiro pau e cabeceou cruzado, no canto oposto do go­leiro do Barcelona para garantir a épica ida da Roma à semifinal da Liga dos Campeões.

 


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