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CPUs Ryzen 9000 queimando: ASRock, ASUS e AMD em disputa

Redação DM

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 16:16 | Atualizado há 4 meses

Processadores AMD Zen 5 apresentam falhas críticas há quase um ano; entenda o que está por trás do problema

Centenas de usuários de processadores AMD Ryzen 9000 enfrentam um problema que transforma PCs funcionando perfeitamente em equipamentos inutilizados. O cenário, que parecia isolado a placas-mãe ASRock de entrada e intermediárias, agora envolve também modelos da ASUS, alterando completamente a narrativa sobre os culpados.

Quando o problema deixou de ser apenas da ASRock

Durante meses, a ASRock concentrou as críticas em fóruns especializados. Usuários apontavam que suas placas-mãe AM5 não estavam preparadas para os picos de corrente exigidos pela arquitetura Zen 5. A teoria era plausível: placas de entrada frequentemente utilizam componentes de menor qualidade para redução de custos.

Entretanto, a entrada da ASUS na equação mudou o panorama. A fabricante taiwanesa, que compartilha origem com a ASRock, utiliza projetos de VRM e sistemas de fornecimento de energia completamente diferentes. Quando fabricantes com abordagens distintas apresentam o mesmo sintoma a morte literal das CPUs , o erro provavelmente não está na placa em si, mas nas instruções que elas recebem.

O papel do microcódigo AGESA

O AGESA é a biblioteca de códigos que a AMD envia às fabricantes de placas-mãe para a criação das BIOS. Funciona como um manual de instruções que define limites de velocidade e segurança para os processadores. É a AMD estabelecendo as regras que as parceiras devem seguir.

A suspeita principal recai sobre dois pontos: ou a AMD definiu limites perigosos para uso contínuo, caracterizando uma falha de engenharia, ou o código AGESA contém bugs que permitem picos de tensão em milissegundos que, ao longo do tempo, danificam o chip.

Há ainda os chamados parâmetros “Shadow Voltages”, que a BIOS altera internamente sem aparecer no monitoramento comum, mas que continuam estressando o processador.

A configuração de memória como gatilho

O mecanismo de degradação segue um padrão identificável. O usuário ativa o perfil EXPO para memória RAM de alto desempenho, geralmente acima de 6000 MHz. Para estabilizar essa velocidade, a placa-mãe aumenta as correntes, atingindo 1,35 V ou mais.

Os processadores Ryzen 9000, especialmente os modelos X3D com cache empilhado e mais sensível, parecem ter uma tolerância menor a essa voltagem do que a AMD admitiu publicamente. O silício degrada silenciosamente até ocorrer um curto-circuito definitivo.

O Ryzen 7 9800X3D, considerado o processador para jogos mais potente da atualidade, é o mais afetado pelo problema.

Um déjà vu com os Ryzen 7000

A situação atual carrega um precedente histórico. Entre 2023 e 2024, os Ryzen 7000X3D enfrentaram problemas similares, também resultando na inutilização das CPUs. Na época, a causa foi exatamente VSOC alto demais ao aplicar o perfil EXPO.

A AMD lançou correções e impôs um limite de 1,3 V para a tensão do VSOC. Contudo, os Ryzen 9000 parecem ter reintroduzido a vulnerabilidade ou se mostrado ainda mais frágeis a esses valores.

Como proteger seu processador

Atualizar a BIOS não é suficiente se a nova versão continuar agressiva nos parâmetros automáticos. O modo automático em placas high-end é particularmente perigoso porque tende a fornecer corrente extra para garantir estabilidade, sacrificando a vida útil do processador.

A recomendação é entrar na BIOS e travar o VSOC manualmente em 1,20 V ou 1,25 V. Evite deixar esse parâmetro em automático ao utilizar perfis EXPO ou ao fazer overclock de memória.

A AMD ainda não se pronunciou oficialmente sobre a recorrência do problema com os Ryzen 9000, deixando usuários em uma situação de incerteza sobre a responsabilidade final pelo defeito.

Referências

  • [CPUs Ryzen queimando: a culpa é da ASRock ou da AMD? – Canaltech](https://canaltech.com.br/hardware/cpus-ryzen-queimando-a-culpa-e-da-asrock-ou-da-amd/)

Referências

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