Inteligência artificial domina comerciais do Super Bowl LX em meio a polêmicas e expectativas
Redação DM
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 12:33 | Atualizado há 5 meses
Marcas apostam em IA generativa para anúncios do grande evento esportivo, repetindo estratégia que fracassou com Google Gemini no ano passado
O Super Bowl LX, marcado para 8 de fevereiro de 2026, terá a inteligência artificial como protagonista nos intervalos comerciais. A decisão das marcas ocorre dois anos após um episódio controverso envolvendo o Google Gemini, que resultou em críticas públicas e queda temporária nas buscas pela empresa.
O cenário atual da IA nos comerciais
A presença de inteligência artificial nos comerciais do Super Bowl não é novidade, mas a escala deste ano supera edições anteriores. Segundo a reportagem do The Verge, a IA generativa está sendo utilizada por múltiplas marcas para criar conteúdo publicitário, desde roteiros até efeitos visuais. A tendência reflete o investimento crescente das empresas em tecnologia, mesmo após controvérsias recentes.
O evento esportivo, que este ano coloca Seattle Seahawks e New England Patriots em campo, é tradicionalmente um dos momentos mais caros para publicidade na televisão americana. Um único comercial de 30 segundos pode custar milhões de dólares.
O precedente controverso do Google Gemini
O ano de 2025 ficou marcado na memória do setor publicitário pelo comercial do Google Gemini. A peça publicitária, que utilizava IA generativa para criar um poema sobre fotos de pais, foi amplamente criticada por usuários nas redes sociais. O episódio gerou debates sobre autenticidade e criatividade na publicidade.
Após a repercussão negativa, o Google enfrentou uma queda temporária nas buscas relacionadas à marca Gemini. A situação serviu de alerta para outras empresas que consideravam utilizar a tecnologia de forma semelhante.
As apostas deste ano
Entre os nomes confirmados para o show do intervalo está Bad Bunny, astro porto-riquenho que atrai milhões de espectadores. A integração com IA nos comerciais representa uma mudança significativa na forma como as marcas se comunicam com o público.
Especialistas do setor apontam que a adoção massiva de IA nos comerciais do Super Bowl pode indicar uma nova fase na publicidade televisiva. A tecnologia permite reduzir custos de produção e acelerar o desenvolvimento de campanhas, embora levante questões sobre originalidade.
Reações do mercado e do público
A expectativa é que os comerciais deste ano gerem reações mistas nas redes sociais, repetindo o padrão observado em 2025. Enquanto algumas marcas devem ser celebradas pela inovação, outras podem enfrentar críticas semelhantes às dirigidas ao Google Gemini.
O mercado publicitário acompanha de perto os resultados, considerando que o Super Bowl funciona como termômetro para tendências do setor. A decisão de manter a aposta em IA, apesar das controvérsias anteriores, sugere que as empresas consideram os benefícios superiores aos riscos reputacionais.
O verdadeiro teste virá com a exibição dos comerciais ao vivo, quando o público terá a oportunidade de avaliar as peças publicitárias.
—
**Referências:**
[The Verge – Super Bowl LX ads: all AI everything](https://www.theverge.com/entertainment/874504/super-bowl-lx-ads-big-game)