Goiás

A realidade 1,2 mil moradores de rua no tempo frio

Em meio a pandemia e o tempo frio, os moradores de ruas são os mais afetados

diario da manha
Foto/pexels

Com a chegada do tempo frio, quem mais sofre são os moradores de rua. Sem abrigo, roupas quentes e comida, com certeza a temporada de inverno não deve ser nada fácil.

Estar nessas condições vai muito além de não ter um lar, é também sobre (as vezes) não ter oportunidades para conseguir melhorar de vida. Além disso, a triste realidade dessas pessoas, muitas das vezes se torna invisível aos olhos da sociedade.

John Maia é ex-morador de rua, e descreve que gostaria de ter recebido ajuda quando ele morava pelas ruas de São Paulo. Hoje ele é idealizador do projeto social “sempre dá pra fazer alguma coisa”, voltado para população em vulnerabilidade e situação de rua em Goiás.

“O projeto surgiu há 2 anos juntamente com a minha esposa, porém já fazíamos o trabalho voltado aos “meus filhos de rua”. É uma população totalmente invisível perante a sociedade que só precisa de um olhar”. explicou.

Para que o projeto funcione, principalmente nesse período de frio, é preciso doações. “Eu sou somente uma ponte pois sem a ajuda de Pessoas solidárias nada aconteceria”. John ressalta que, alimentos, roupas, móveis para as famílias que estão saindo da rua, é de muita valia. O projeto já tirou 37 pessoas da rua.

Doar agasalhos e cobertores nessa época é extremamente importante nessa época. Quando o inverno chega e as baixas temperaturas aparecem, muitos moradores de ruas ficam expostos, em alguns casos por causa do frio, moradores de rua já morreram. Atualmente, a cidade possui 1,2 mil pessoas em condição de extrema vulnerabilidade social, entre moradores de rua, pedintes e vendedores nos semáforos.

Em meio a pandemia, a Prefeitura de Goiânia informou que ampliou o atendimento a pessoas em situação de rua na capital. De acordo com a Semas, todos estão sendo orientados quanto às formas de prevenção da doença e, aqueles que consentem, são encaminhados às entidades de apoio, como as casas de acolhida ou Centro POP (responsável pelo acolhimento da população de rua, além dos demais serviços sociais voltados à saída definitiva das ruas).

Na ultima quarta-feira (30), foram entregues cobertores e máscaras de proteção facial contra a Covid-19. Além disso, esse ano a expectativa é que haja 800 cobertos para doações. Nessa ultima semana do mês de junho ao início do mês de julho os termômetros goianos registraram temperaturas próximas a 0°C.

Além das entregas de agasalhos, kits alimentação também foram distribuídos, como de costume. Segundo o secretário Zé Antônio, “o trabalho da equipe de Abordagem Social tem sido intensificado em virtude da forte queda de temperatura na capital”.

“Nosso acolhimento está em funcionamento, além do Hotel Solidário que foi implementado por conta da pandemia e segue ativo oferecendo mais vagas para essas pessoas que estão nas ruas por diversos motivos e que precisam do apoio do setor público para buscarem saída dessa condição de extrema vulnerabilidade”, disse o secretário.

O inverno dura até o mês de setembro e segundo as previsões da Cimehgo a forte massa frio que atinge todo o país deve permanecer por alguns dias. Durante esse semana os termômetros dos municípios goianos chegou a registrar 1°C em Jatai, 3°C em Rio Verde e 6°C na Capital.

Se você puder ajudar com doações entre em contato pelos links abaixo.

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