Goiás

Moradores de piranhas reclamam da superlotação no cemitério da cidade

Por causa da lotação um morador teve que 'emprestar' um túmulo para enterrar a mãe de uma amiga

diario da manha
Foto/Reprodução

Sem vagas no cemitério da cidade, habitantes denunciam a superlotação e dizem que para enterrar um corpo é preciso fazer exumação ou levar para outra cidade.

O prefeito de piranhas, Marco Rogério (Solidariedade), conhecido como Chicão, confirmou a superlotação e disse que trabalha para construir novo cemitério. Porém moradores afirmam que a construção do novo cemitério se arrasta há anos e a lotação acontece frequentemente.

Em entrevista ao G1, o consultor de piscinas Gerson Francisco Severino, de 38 anos, gravou um vídeo e disse que, atualmente, para enterrar alguma pessoa no local é preciso fazer a exumação.

“O cemitério não tem mais nem portão, os muros estão caindo. Agora, chegou a um ponto que não tem mais condição. Não tem como colocar ninguém. Para enterrar alguém, tem que exumar. Se a família não tiver algum túmulo, tem que levar para outra cidade“, explicou.

Por causa disso, o técnico de refrigeração, Alan Kardec, sentiu que deveria ajudar, então ele cedeu uma vaga no tumulo da família, para que a amiga pudesse enterrar a mãe.

“Lá não está tendo vaga para enterrar e eu senti que deveria ajudar. Como eu tenho a sepultura lá, onde estão enterrados meu pai, minha mãe, irmã e um sobrinho, eu falei para ela falar com o coveiro, que eu autorizaria”, disse Alan.

De acordo com o gestor da cidade, o projeto para construção do novo cemitério está encaminhada e que já possui até o terreno. A previsão é que a construção comece em cerca de três meses. Porém Gerson afirma: “Existe um projeto que já vem de outros mandatos, mas já tem muitos anos e ninguém executa”.

O prefeito ressalta, “Nós conseguimos, nesta gestão, uma nova área e estamos readaptando o projeto. Estamos fazendo um levantamento para solucionar isso o mais rápido possível e para começar essa obra daqui dois, três meses. Mesmo que seja de forma simples, mas vamos começar essa obra para não termos esse transtorno”.

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