Bill Gates diz que IA já tem poder para causar “um bilhão de mortes” e defende regulação urgente
Redação Online
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 19:59 | Atualizado há 44 minutos
Bill Gates durante entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC | Foto: CNN
Bill Gates voltou a subir o tom sobre os riscos da inteligência artificial e disse que a tecnologia já é poderosa o bastante para “causar um bilhão de mortes” se cair nas mãos erradas. O recado, que mistura urgência e medo de “corrida” sem freio, reforça uma ideia que ele vem martelando: confiar só na boa vontade das empresas é como deixar a chave do cofre na porta e torcer para ninguém entrar. Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC, Gates afirmou que a IA é “poderosa o suficiente” para desencadear eventos capazes de “causar um bilhão de mortes”, caso seja usada por pessoas mal-intencionadas.
Gates disse que “nunca houve uma arma tão poderosa” quanto a combinação de gente com más intenções usando as ferramentas de IA mais avançadas. Ele defendeu que o Congresso dos EUA aprove leis para regular a tecnologia e que monitoramento e fiscalização do governo virem exigências obrigatórias para o setor. Gates foi direto ao falar dos limites de auto-regulação e afirmou que isso não basta para lidar com os riscos.
Semanas antes, ele já tinha publicado um texto longo em seu site alertando que o mundo não está se preparando para impactos da IA em emprego, segurança e relações humanas. Nesse artigo, Gates apontou três frentes de risco: perda permanente e ampla de empregos; uso da IA para facilitar crimes como ataques cibernéticos e até o desenho de patógenos perigosos; e danos ao desenvolvimento de crianças e aos vínculos humanos.
O debate sobre regras para IA também aparece em movimentos de governos locais nos EUA, como a criação de painéis e propostas estaduais para reforçar estruturas de segurança. Já o governo federal ainda não tem uma regulamentação, e Donald Trump defende a aceleração do setor para não perder a corrida contra a China. O alerta de Gates chama atenção por tentar traduzir para o público que o perigo não é a tecnologia em si: IA é uma ferramenta que pode virar “multiplicador de força” para quem quer causar estrago.