Ataque de Israel no sul do Líbano deixa jornalistas mortos
Redação Online
Publicado em 28 de março de 2026 às 17:06 | Atualizado há 3 meses
Acusação, no entanto, foi feita sem a apresentação de provas públicas
Aviões de guerra de Israel atacaram um veículo que trafegava nas proximidades de Jezzine, município localizado no sul do Líbano, a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel, e mataram ao menos três jornalistas. Entre os mortos estão Ali Shoeib, da emissora Al Manar, e Fatime Ftuni, do canal Al Mayadeen, além de um familiar que os acompanhava.
Segundo o Exército israelense, um dos mortos, identificado como Ali Shoeib, teria ligação com a “unidade de inteligência” da força de elite do Hezbollah. A acusação, no entanto, foi feita sem a apresentação de provas públicas, gerando ceticismo entre autoridades e organizações internacionais.
O presidente do Líbano condenou o episódio e classificou o ataque como uma violação das leis internacionais. Ele também fez um apelo à comunidade internacional para que intervenha e ajude a conter a escalada de violência no país.
Neste mesmo dia, novas ofensivas israelenses resultaram na morte de seis profissionais de saúde em dois ataques distintos contra ambulâncias em território libanês, ampliando o número de vítimas civis no conflito.
O conflito ganhou uma nova dimensão com a entrada dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã. O grupo reivindicou o lançamento de um míssil contra território israelense, o primeiro ataque direto desde o início da guerra.
Em meio à escalada militar, o Paquistão reúne representantes de Arábia Saudita, Turquia e Egito para tentar construir uma saída diplomática para a guerra envolvendo o Irã. A reunião ocorre em um momento de crescente instabilidade regional.
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