Avião atinge arranha-céu mais alto de Pequim e China censura imagens do acidente
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 26 de junho de 2026 às 16:13 | Atualizado há 1 hora
Colisão abriu um buraco na fachada do China Zun, o arranha-céu mais alto de Pequim | Foto: Reprodução
O arranha-céu China Zun, edifício mais alto de Pequim, foi atingido por um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (26). A colisão provocou danos na fachada de vidro da torre e mobilizou um grande aparato de segurança na região. Até o momento, as autoridades chinesas não informaram se houve mortos ou feridos, nem divulgaram as causas do acidente.
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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento posterior ao impacto, com partes da aeronave despencando sobre a via localizada em frente ao prédio. Segundo a agência Reuters, o avião tinha aproximadamente o tamanho de um carro e ficou parcialmente destruído após atingir o edifício.
O China Zun, também chamado de Torre Citic, abriga a sede do conglomerado estatal Citic Group e está localizado na rua Guanghua, uma das principais áreas comerciais do distrito financeiro da capital chinesa. O impacto rompeu dois painéis de vidro e abriu um grande buraco na estrutura externa do edifício.
Como medida de precaução, os ocupantes da torre foram retirados do prédio. De acordo com testemunhas ouvidas pela AFP, a evacuação ocorreu pelas escadas, sem utilização dos elevadores. Enquanto isso, a polícia isolou a área, bloqueou ao menos uma das vias próximas e reforçou a segurança ao redor do edifício com dezenas de viaturas e equipes do Corpo de Bombeiros.
Acidente ocorreu em área com forte controle do espaço aéreo
A colisão chamou atenção por ocorrer em uma região onde o tráfego aéreo é rigidamente controlado pelas autoridades chinesas. Uma testemunha afirmou à AFP ter estranhado a presença da aeronave sobre aquela área da cidade justamente por causa das restrições impostas ao espaço aéreo de Pequim.
Outro funcionário da Torre Citic relatou que, ao deixar o prédio, encontrou fragmentos da aeronave espalhados nas proximidades do edifício. Equipes de limpeza também foram vistas trabalhando perto do perímetro isolado.
Segundo a Reuters, policiais impediram moradores e pedestres de registrar imagens da ocorrência e chegaram a pedir que algumas pessoas apagassem fotos e vídeos feitos no local. Além disso, relatos indicam que publicações sobre o acidente passaram a ser removidas das redes sociais chinesas, enquanto veículos de imprensa do país não divulgaram informações sobre o caso.
Até a última atualização, o governo local não havia emitido comunicado oficial sobre a colisão. As circunstâncias do acidente permanecem desconhecidas, e as autoridades ainda não informaram quem ocupava a aeronave nem o destino do voo.