Internacional

China defende cessar-fogo entre EUA e Irã e pede reabertura do Estreito de Ormuz

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 6 de maio de 2026 às 12:08 | Atualizado há 2 meses

Pequim reforçou que o Irã pode manter uso pacífico de energia nuclear, mas cobrou o fim imediato da guerra | Foto: REUTERS
Pequim reforçou que o Irã pode manter uso pacífico de energia nuclear, mas cobrou o fim imediato da guerra | Foto: REUTERS

A China voltou a se posicionar sobre a escalada de tensões no Oriente Médio e defendeu o fim imediato do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Durante um encontro em Pequim, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, afirmou que uma trégua ampla precisa ser firmada com urgência.

A reunião com o chanceler iraniano Abbas Araghchi marcou o primeiro contato presencial entre os dois países desde o início da guerra, que tem impactado diretamente o fornecimento global de energia.

Segundo comunicado oficial, Pequim destacou que considera essencial evitar a retomada dos confrontos e reforçou que o Irã tem direito ao uso pacífico da energia nuclear, desde que mantenha o compromisso de não desenvolver armas.

Presidente da China, Xi Jinping | Foto: Sergey Bobylev/POOL/AFP

Outro ponto central da conversa foi a situação no Estreito de Ormuz. A China pediu que as partes envolvidas restabeleçam rapidamente a circulação segura de navios, após restrições impostas por Teerã.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o governo iraniano limitou a passagem de embarcações pela região, condicionando o trânsito ao controle local e à cobrança de taxas, medida que agravou os impactos no comércio internacional de petróleo.

O encontro também ocorre em um momento estratégico, poucos dias antes da visita do presidente Donald Trump à capital chinesa, o que aumenta a expectativa por avanços diplomáticos.


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