Engenheiro do Google é acusado de lucrar US$ 1,2 milhão com informação privilegiada
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 28 de maio de 2026 às 11:25 | Atualizado há 2 meses
Segundo investigadores, o engenheiro tinha acesso antecipado às tendências de buscas mais populares de 2025 \ Foto: GettyImages
Um engenheiro de software do Google foi acusado por procuradores federais de Nova York de utilizar informações confidenciais da empresa para ganhar cerca de US$ 1,2 milhão em apostas relacionadas às tendências de buscas de 2025.
Segundo as autoridades americanas, Michele Spagnuolo teria usado uma conta chamada “AlphaRaccoon” para apostar em resultados sobre quais personalidades seriam as mais pesquisadas no Google ao longo do ano. O diferencial, segundo a investigação, é que ele tinha acesso antecipado aos dados internos da plataforma.
Os promotores afirmam que o funcionário utilizou informações sigilosas e comercialmente valiosas antes que elas fossem divulgadas ao público. Entre as apostas, ele teria investido altos valores em previsões envolvendo Donald Trump, papa Leão XIII e o cantor d4vd.

De acordo com a denúncia, Spagnuolo também é acusado de fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro. Ele compareceu à Justiça na quarta-feira (27) e foi liberado após pagar uma fiança de US$ 2,2 milhões, além de receber restrições para viagens.
O Google informou que o engenheiro foi afastado do cargo e declarou estar colaborando com as investigações. A empresa afirmou ainda que o uso de dados internos para apostas representa uma grave violação de suas políticas internas.
As autoridades apontam que esse é o segundo caso criminal envolvendo uso de informação privilegiada em plataformas de previsões neste ano. Outro investigado é um militar americano acusado de apostar usando conhecimento antecipado sobre uma operação ligada ao ditador venezuelano Nicolás Maduro.