Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com vitória expressiva
Léo Carvalho
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16:34 | Atualizado há 6 meses
Laura Fernández celebra vitória nas eleições da Costa Rica, prometendo continuidade à linha dura contra o crime e nova era política para o país | Foto: AP/Carlos Borbon
Laura Fernández, candidata do Partido Soberano do Povo (PPSO), venceu as eleições presidenciais da Costa Rica no primeiro turno, ao alcançar 48,5% dos votos, com 88,4% das urnas apuradas, percentual acima do mínimo de 40% exigido para evitar o segundo turno. A eleição ocorreu neste último domingo (1º), e a presidente eleita tomará posse em 8 de maio, tornando-se a segunda mulher a governar o país.
Aos 39 anos, a cientista política e ex-ministra da Presidência e do Planejamento no governo de Rodrigo Chaves superou o principal adversário, Álvaro Ramos (PLN), que obteve entre 32% e 33% dos votos. O resultado consolida a força do PPSO, que também deve conquistar maioria no Congresso, ampliando a governabilidade do novo Executivo.
Com a base parlamentar favorável, Fernández pretende implementar uma agenda de segurança rigorosa, inspirada no modelo adotado por Nayib Bukele, em El Salvador, incluindo megaprisões e a decretação de estados de emergência para enfrentar o avanço da violência — fenômeno recente em um país historicamente considerado um dos mais pacíficos da América Central.
Em discurso de vitória em San José, a presidente eleita anunciou a construção da chamada “terceira República”, prometendo uma “mudança profunda e irreversível” no país. Ao mesmo tempo, estendeu a mão à oposição, defendendo “diálogo e reconciliação” após o pleito.
Fernández substituirá Rodrigo Chaves no comando do país a partir de 8 de maio de 2026. Ela o considera seu mentor político e já sinalizou que pretende incluí-lo em seu governo. A eleição teve participação de 69,5% do eleitorado, em um contexto marcado pela preocupação crescente com a criminalidade.