Louvre reabre Galeria de Apolo após roubo milionário e reforça segurança
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 22 de julho de 2026 às 11:12 | Atualizado há 3 horas
Joias históricas do Museu ainda não retornaram a exposição | Foto: Reprodução/Instagram
Após permanecer fechada por cerca de nove meses, a Galeria de Apolo, uma das áreas mais emblemáticas do Museu do Louvre, voltou a receber visitantes nesta quarta-feira (22). A reabertura acontece depois do roubo de joias da Coroa Francesa, estimadas em cerca de 102 milhões de dólares (aproximadamente R$ 517 milhões), crime que evidenciou vulnerabilidades na segurança do museu.
Desta vez, no entanto, o público não encontrará as tradicionais Joias da Coroa na galeria. Segundo o diretor do Louvre, Christophe Leribault, o acervo será instalado futuramente em um espaço exclusivo com sistemas de segurança mais avançados.
Mesmo sem as peças históricas, Leribault destacou que a reabertura permite que os visitantes apreciem a arquitetura e os detalhes artísticos da Galeria de Apolo, criada durante o reinado de Luís XIV e considerada a inspiração para a famosa Galeria dos Espelhos, no Palácio de Versalhes.
O fechamento do espaço ocorreu após o assalto registrado em outubro de 2025. Na ocasião, criminosos utilizaram um elevador de mudanças para alcançar uma janela no segundo andar, quebraram vitrines e levaram oito itens da coleção das Joias da Coroa em menos de sete minutos.
Até o momento, apenas uma das peças foi recuperada: a coroa da Imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III. O objeto foi localizado com danos e passa por um processo de restauração. As demais joias seguem desaparecidas.
As autoridades francesas mantêm as investigações em andamento. Quatro suspeitos apontados como participantes diretos do crime foram denunciados pela Justiça e permanecem presos enquanto o caso continua sendo apurado.
