Internacional

Mais de 5 mil mulheres e meninas foram mortas na Ucrânia em guerra com a Rússia

Léo Carvalho

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 10:05 | Atualizado há 5 meses

Guerra entre Rússia e Ucrânia registra milhares de vítimas civis e disputas territoriais desde fevereiro de 2022 | Foto: ZOHRA BENSEMRA/Reuters
Guerra entre Rússia e Ucrânia registra milhares de vítimas civis e disputas territoriais desde fevereiro de 2022 | Foto: ZOHRA BENSEMRA/Reuters

Mais de 5.000 mulheres e meninas foram mortas na Ucrânia e outras 14 mil ficaram feridas desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, afirmou Sofia Calltorp, diretora da ONU Mulheres, durante entrevista coletiva em Genebra, nesta sexta-feira (20).

A declaração foi feita na mesma semana em que ocorreram novas negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. As conversas foram classificadas como difíceis por representantes de Moscou e Kiev e terminaram sem avanços concretos.

Também nesta sexta-feira, um ataque ucraniano com drones deixou um morto em Sebastopol, na península da Crimeia anexada pela Rússia. A informação foi divulgada durante a madrugada pelo governador da cidade nomeado por Moscou, Mikhail Razvozhaiev. Segundo ele, as forças de defesa aérea e a Frota do Mar Negro derrubaram 16 veículos aéreos não tripulados. Um homem morreu em decorrência do ataque.

Mais de 14 mil mulheres ficaram feridas desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022 | Foto: Getty/Reprodução

Análise da agência AFP, com base em dados do Instituto para o Estudo da Guerra, indica que o Exército ucraniano conquistou 63 km² de território entre quarta-feira (11) e domingo (15). No período, a Ucrânia recuperou 91 km², enquanto o Exército russo avançou 28 km² em outros setores da frente de batalha, resultando em saldo territorial líquido favorável a Kiev.

O instituto aponta que a Ucrânia não registrava recuperação territorial nesse ritmo desde a contraofensiva iniciada em junho de 2023. Entre as hipóteses para o avanço está a interrupção das antenas Starlink utilizadas por forças russas na linha de frente, o que teria afetado comunicações e comando.

Em 5 de fevereiro, observadores militares russos relataram interrupções após anúncios de Elon Musk, proprietário da SpaceX, empresa responsável pelo serviço de internet via satélite. O empresário informou que adotaria medidas para impedir o uso da tecnologia pelo Kremlin.

Segundo autoridades ucranianas, drones russos utilizavam o sistema para contornar mecanismos de interceptação eletrônica e atingir alvos com maior precisão.

Antes da invasão iniciada em fevereiro de 2022, a Rússia já controlava cerca de 7% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e parte da região de Donbass. Atualmente, o controle russo ultrapassa 19% do território da Ucrânia. (Folhapress)


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