Presidente do Irã declara que qualquer agressão a Ali Khamenei será guerra total; jornal aponta 16 mil mortos
Redação Online
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 15:29 | Atualizado há 5 meses
presidente iraniano atribuiu as dificuldades atuais à "hostilidade de longa data e das sanções desumanas impostas pelos EUA e seus aliados"
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (18/01) que qualquer agressão contra o líder supremo do país seria considerada uma “guerra total” contra o Irã. A declaração é uma resposta direta ao pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, por uma nova liderança em Teerã.
Em publicação em sua conta no Facebook, o presidente iraniano atribuiu as dificuldades atuais à “hostilidade de longa data e das sanções desumanas impostas pelos EUA e seus aliados”. Ele reforçou que uma agressão ao aiatolá Ali Khamenei “equivale a uma guerra total contra a nação”.
Enquanto isso, um relatório do jornal britânico The Sunday Times estimou que o número de mortos nos protestos no Irã pode ultrapassar 16.500. Os dados de forma independente se baseiam em relatos de médicos locais.
O mesmo relatório detalha a violência da repressão, afirmando que “pelo menos 700 a 1.000 pessoas perderam um olho” e que um único hospital oftalmológico em Teerã documentou 7 mil lesões oculares.
Analistas destacam que o bloqueio quase total da internet e das telecomunicações no Irã, que já dura cerca de dez dias, torna impossível saber o número real de fatalidades. A medida foi adotada pelo regime para impedir a circulação de informações sobre a repressão.
Foto e Vídeo: Reprodução