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Quem era a brasileira de 20 anos que está entre nove mortos em queda de avião na Flórida. Veja vídeo

Léo Carvalho

Publicado em 3 de novembro de 2026 às 10:25 | Atualizado há 15 minutos

Nathalia Gadelha Filgueiras tinha 20 anos, era filha de brasileiros e vivia em Boca Raton, também na Flórida | Foto: IA/Reprodução
Nathalia Gadelha Filgueiras tinha 20 anos, era filha de brasileiros e vivia em Boca Raton, também na Flórida | Foto: IA/Reprodução

A brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, está entre as nove pessoas que morreram na queda de um avião particular em Greenacres, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. A jovem trabalhava como copilota da aeronave, um Learjet 60, que caiu no domingo (1º), em uma região residencial do condado de Palm Beach.

O avião havia partido de Austin, no Texas, e seguia para North Eleuthera, nas Bahamas. Durante o trajeto, a tripulação enfrentou condições meteorológicas adversas. Antes da queda, houve comunicação com o controle de tráfego aéreo sobre a presença de gelo na aeronave e turbulência.

O acidente aconteceu por volta das 12h50, no horário local. Com o impacto, a aeronave explodiu e provocou um incêndio. Destroços ficaram espalhados pela região, e a queda abriu uma cratera no asfalto. Um motorista que passava pelo local sofreu ferimentos na perna.

Além da tripulação, estavam a bordo integrantes de uma família e pessoas próximas. Entre as vítimas estão Adam Robinson, empresário do setor de tecnologia, sua mulher, Helen Sharp, e os dois filhos do casal, Emma, de 4 anos, e Charlie, de 2. Também morreram Rachael Reed, Charmi Fehr e Anita Maria Cetina, que trabalhava como babá das crianças. A identificação do segundo piloto também integra os registros do acidente.

Nascida em uma família ligada à aviação, Nathalia desenvolveu o interesse pela profissão ainda na infância, durante viagens com o pai, que também era piloto. Conforme relatos de familiares à imprensa norte-americana, ela conquistou a licença de piloto aos 17 anos, enquanto ainda estava no ensino médio.

A jovem morava em Boca Raton, na Flórida, e trabalhava para a Upper Jets, empresa de aviação executiva. Ela acumulava mais de 1.300 horas de voo e atuava como copilota do Learjet 60.

A morte da brasileira repercutiu entre familiares e pessoas ligadas à aviação. A trajetória profissional iniciada ainda na adolescência tornou a identificação da jovem uma das informações de maior destaque após a divulgação dos nomes das vítimas.

  • Adam Robinson, empresário do setor de tecnologia e fundador de empresas.
  • Helen Sharp, esposa de Adam Robinson.
  • Emma Robinson, de 4 anos, filha do casal.
  • Charlie Robinson, de 2 anos, filho do casal.
  • Rachael Reed, amiga da família.
  • Charmi Fehr, amiga da família.
  • Anita Maria Cetina, babá das duas crianças.
  • Jeffrey Gregory, de 55 anos, piloto e comandante da aeronave.

As famílias confirmaram as mortes dos sete passageiros em uma manifestação conjunta. As identidades dos dois pilotos foram divulgadas posteriormente por veículos de imprensa norte-americanos.

Os últimos registros de comunicação entre a tripulação e o controle aéreo estão entre os elementos analisados pelos investigadores. Um dos pilotos informou sobre gelo na aeronave, chuva e turbulência moderada. A equipe também solicitou autorização para alcançar uma altitude maior.

Pouco depois, foi emitido um pedido de socorro pelo código internacional Mayday, utilizado em situações de emergência. Os registros apontam uma descida acentuada, com velocidade vertical que chegou a aproximadamente 20 mil pés por minuto.

Durante a comunicação, uma voz feminina também foi ouvida mencionando a iminência do impacto. Não há confirmação oficial de que a pessoa fosse Nathalia.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) conduz a investigação para identificar o que provocou a queda. Os primeiros levantamentos apontaram indícios de que partes do avião podem ter se desprendido ainda durante o voo, antes de a aeronave atingir o solo.

As condições meteorológicas encontradas na altitude de aproximadamente 35 mil pés também estão sob análise. Os investigadores trabalham na recuperação e avaliação dos equipamentos de gravação da cabine, que podem fornecer informações sobre as decisões da tripulação e o comportamento do avião nos instantes finais.

Apesar dos relatos sobre gelo e turbulência, ainda não existe uma conclusão oficial sobre as causas do acidente. A investigação deverá determinar se as condições climáticas contribuíram para a ocorrência ou se outros fatores técnicos e operacionais estiveram envolvidos.


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