Internacional

Rússia nega segundo caso de pneumonia após morte de pesquisadora na Sibéria

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 8 de outubro de 2026 às 10:59 | Atualizado há 2 horas

Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk | Foto: Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk
Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk | Foto: Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk

A Rússia negou nesta quinta-feira (8) a existência de um segundo caso de pneumonia relacionado à morte de uma funcionária de um laboratório de pesquisa de doenças infecciosas na Sibéria.

Em comunicado divulgado por agências de notícias russas, o órgão regulador de saúde classificou como falsas as informações que circulam nas redes sociais sobre uma segunda pessoa que teria adoecido após ter contato com a pesquisadora.

Segundo as autoridades, todas as pessoas que tiveram contato com a funcionária foram submetidas a verificações. Ao todo, quase 5 mil exames laboratoriais foram analisados, sem identificação de microrganismos considerados perigosos ou de problemas de saúde associados a uma infecção.

Apesar da negativa, a causa exata da morte da pesquisadora ainda não foi determinada.

Causa da morte continua sem confirmação

Identificada pela imprensa russa como Darya Shipilova, de 28 anos, a funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Sibéria e no Extremo Oriente, morreu em 2 de outubro, após apresentar um quadro de pneumonia.

As autoridades russas afirmam até agora apenas que a morte foi provocada por uma forma de pneumonia cuja origem ainda é desconhecida. Entre as possibilidades levantadas está a peste pneumônica, mas o governo não confirmou que esse tenha sido o diagnóstico.

A falta de uma explicação definitiva mantém a preocupação de organismos internacionais. Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto autoridades dos Estados Unidos têm pressionado Moscou por mais informações sobre o caso.

OMS investigou relatos sobre segunda paciente

Na quarta-feira (7), a OMS informou que havia solicitado esclarecimentos à Rússia após tomar conhecimento de notícias sobre uma possível segunda funcionária com pneumonia de causa indeterminada.

O pedido foi motivado por duas reportagens. Uma delas foi publicada pelo site russo Starhit.ru, enquanto a outra saiu no jornal britânico Daily Mail, que citou informações atribuídas a veículos de comunicação russos não identificados.

A organização internacional buscou confirmar se os relatos tinham fundamento. Agora, o órgão regulador russo afirma que as verificações não encontraram evidências de uma segunda pessoa infectada.

Os Estados Unidos também vêm cobrando transparência sobre o episódio. Entre os representantes americanos que se manifestaram estão o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.

Relatos nas redes sociais não foram confirmados

Após a morte da pesquisadora, diferentes versões sobre as circunstâncias em que ela teria contraído a doença começaram a circular nas redes sociais.

Uma delas afirmava que Darya teria derrubado no laboratório um tubo contendo bactérias vivas. A hipótese foi rejeitada pelas autoridades russas.

Outra versão relacionava o início da doença a uma viagem da pesquisadora para a Tailândia. Também surgiu a informação de que ela teria adoecido depois de visitar uma região próxima à fronteira com a Mongólia.

Até o momento, porém, nenhuma dessas versões possui evidências públicas que comprovem sua veracidade.

Como medida preventiva, as pessoas que tiveram contato com Darya foram colocadas em quarentena na semana passada. As autoridades russas afirmam que não existe risco de um surto epidêmico, mas a ausência de uma conclusão sobre a causa da morte continua gerando questionamentos fora do país.

Vista do Centro de Assistência Médica e Resgate na região de Irkutsk, na Rússia | Foto: REUTERS/Stringer

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