Trump diz que Brasil está se tornando um país “politicamente mais duro”
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 17 de junho de 2026 às 14:47 | Atualizado há 1 hora
Republicano voltou a comentar temas relacionados à política brasileira durante coletiva | Foto: EPA/Shutterstock
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (17) questões envolvendo a política brasileira durante participação na cúpula do G7, realizada na França. Ao ser questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e sobre tarifas adicionais propostas para produtos brasileiros, o republicano afirmou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez críticas ao cenário político do Brasil.
Segundo Trump, o país vive um momento de maior tensão política. Durante a declaração, ele classificou o ambiente político brasileiro como “duro” e afirmou que a situação tem se tornado “desagradável”.
O presidente norte-americano também mencionou a suposta prisão de um integrante da família Bolsonaro. Em sua fala, afirmou ter ouvido que “Bolsonaro Júnior” teria sido preso ou estaria prestes a ser preso, além de declarar que a pessoa citada estaria bem posicionada em pesquisas eleitorais.
A declaração ocorreu um dia após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL). No entanto, até o momento, não havia registro de prisão do parlamentar. Trump também não especificou a qual integrante da família Bolsonaro se referia ao fazer a declaração.
Em seguida, o presidente dos Estados Unidos traçou um paralelo entre a situação política brasileira e o cenário eleitoral norte-americano. Ao abordar o tema, voltou a questionar a transparência das eleições realizadas nos EUA, repetindo alegações que já havia feito anteriormente sobre o processo eleitoral do país.
Trump volta a acusar Irã de buscar arma nuclear
Durante a mesma entrevista coletiva, Trump também abordou a relação dos Estados Unidos com o Irã e voltou a defender as ações adotadas por Washington e por Israel durante o conflito envolvendo Teerã.
O presidente afirmou que o governo iraniano utilizaria uma arma nuclear imediatamente caso conseguisse desenvolvê-la. Segundo ele, o país representava uma ameaça direta à estabilidade regional e poderia colocar em risco diversos países do Oriente Médio, incluindo Israel.
As declarações foram utilizadas por Trump para justificar a atuação militar conduzida em conjunto com Israel e para destacar o acordo firmado com o governo iraniano na segunda-feira. De acordo com o republicano, o entendimento alcançado representa o início de negociações mais amplas entre os dois países.
Ainda segundo o presidente dos Estados Unidos, o Irã se comprometeu a não buscar, adquirir ou produzir armamentos nucleares. Trump acrescentou que o governo iraniano tem demonstrado uma postura considerada adequada nas últimas semanas, após o avanço das negociações diplomáticas.