100 cidades que mudaram a história do mundo – final
Redação DM
Publicado em 29 de junho de 2016 às 02:47 | Atualizado há 10 anos
Pouco importando origens, perspectivas, formas, funções e transformações que exerçam, as cidades, estudadas em “A cidade na história”, de Lewis Munford, tradução Neil R. da Silva, grandes ou pequenas, umas até desaparecem, estressadas ou não, por vezes ajudam a mudar a História do Mundo. O título epigrafado, objeto de abordagem anterior, consegue enumerá-las, a partir da emblemática Alexandria, no Egito, fundada em 332 a.C. fato que já mostra a amplitude geográfica do assunto e a velhice da temática. Alem do seu farol lendário, considerado uma das sete maravilhas do mundo, um terremoto destruiu sua edificação e só seis séculos depois os mergulhadores identificaram suas ruínas no fundo mar. Se não bastasse a inesquecível rainha Cleópatra, só o fato de ter abrigado a primeira grande biblioteca do mundo, justifica figurar entre as 100 cidades que mudaram a história do mundo.
Amsterdã, na Holanda, fundada no século 13, dentre outros aspectos admiráveis, como sua indústria de lapidação de diamantes, tem a fama de ser uma cidade que respira ar de liberdade e tolerância. Historicamente sempre esteve aberta a idéias progressistas. Por ironia, seu momento mais triste ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando 70 mil judeus foram deportados para campos de concentração, entre os quais a menina Anne Frank, cujo diário, publicado depois de sua morte, revelou o drama de sua família, obrigada a viver escondida da perseguição nazista durante dois anos num sótão da cidade. Até parece que o sofrimento seria uma característica do desenvolvimento da humanidade, ora deixando-me incertezas e a impressão de um perigoso retrocesso, quem sabe mostrando os desafios da globalização que ainda não provou a que veio.
Angkor, atual Camboja, fundada em 820 d.C. hoje apenas um sítio arqueológico meio abandonado, já foi uma das principais cidades da Ásia. Suas ruínas ainda são um excelente lugar para estudar a civilização que lá viveu. Sua mística religiosa fundada em princípios da cosmologia indiana e seus templos repletos de detalhes e ornamentos, por si só ajudam a mudar a História do Mundo. Argel, na Argélia, fundada por volta do século 10 a.C., centro político e cultural, de seculares e fascinantes histórias. Atenas, Grécia, fundada em 1900 a.C., uma das cidades mais importantes para o estabelecimento da civilização ocidental, ampliando a sabedoria do mundo. O que seríamos sem Sócrates, Platão, Aristóteles, de amplitude cultural imensa? Atlanta, Estados Unidos, fundada em 1837, com uma das principais redes de notícias do mundo. Um dos mais ativos na luta contra a exclusão racial. Bagdá, Iraque, que, entre outros motivos, já foi considerada a cidade mais rica do mundo.
Bangcoc, Tailândia (1782), com seus mais de quatrocentos templos budistas e sua população extremamente jovem. A histórica Barcelona, na Espanha, de igrejas medievais. Beijing (Pequim), China, com sua Praça da Paz Celestial, um dos lugares mais visitados da capital chinesa, abrigando uma das sociedades mais antigas do mundo. Beirute, no Líbano, destruída e reconstruída. Berlim, na Alemanha, de pensadores e teóricos como Georg Hegel e Karl Marx. Bogotá, Colômbia, na encosta oriental da Cordilheira dos Andes, de majestosas igrejas e excelentes universidades. Bombaim, (atual Mumbai), capital comercial da Índia. Boston, nos Estados Unidos. Bruxelas, na Bélgica, sede da União Européia. Budapeste, Hungria, fundada no século 1 d.C. de várias pontes sobre o Rio Danúbio, dividida em duas cidades, Buda e Peste. Buenos Aires, capital da Argentina, conhecida como “a Paris da América do Sul” por sua elegância e requinte. Buenos Aires é uma homenagem à santa padroeira, Santa Maria dos Bons Ares.
Cairo, capital do Egito, maior cidade da África, com maior parte situada na margem direita do famoso Rio Nilo. Lembrem só sua Esfinge e a pirâmide de Gize são algumas das atrações mais visitadas pelos turistas que se hospedam na capital egípcia, se não bastasse o fato de por lá está a universidade mais antiga do mundo. Calcutá, na Índia. Caracas, na Venezuela, uma das mais modernas cidades da América do Sul, apenas a 17 quilômetros longe do mar. Casablanca, Marrocos, cidade imortalizada no cinema por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. A bela Cidade do México, fundada no século 14, com impressionante biblioteca, segunda maior aglomeração humana. República de Cingapura, cujos arranha-céus (1980) a distinguem como explosão econômica. Coimbra, Portugal, com uma das universidades mais antigas do mundo.
Copenhague, Dinamarca, ainda com casario do século 15. Cusco, no Peru, fundada entre os séculos 11 e 12, ainda com a Praça de Armas, que era área uma área sagrada na época dos incas. Damasco, Síria, com Mesquita de Seynab, aquela que é considerada a cidade habitada mais antiga do mundo. Detroit, Estados Unidos, berço da indústria automobilista daquela América. Esparta, Grécia, fundada em 1100 a.C. com resquícios do antigo teatro da cidade, que é considerada uma das mais importantes da Antiguidade clássica. Estocolmo, Suécia, com suas cinqüenta pontes que ligam as catorze ilhas que formam sua capital. Granada, na Espanha, fundada na pré-história. Havana, Cuba, fundada em 1515, onde carros antigos e casarios coloniais deixam a impressão que a cidade parou no tempo. Belezas indesvendáveis. Hiroshima, no Japão, um dos maiores símbolos da história da humanidade, arrasada por uma bomba atômica, ora cidade moderna e importante sobretudo economicamente.
Hong Kong, na China, fundada no século 2 a.C. Jerusalém, Israel, fundada em 1800 a.C. com primeira menção histórica feita num hieróglifo egípcio, significando “Cidade da Paz”, quem sabe, ironia do destino. Washington, Estados Unidos, capital, sede dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, centro político da nação mais rica do mundo, com seu majestoso Capitólio. Xangai, na China, de prédios mais altos de toda Ásia. Viena, na Áustria, fundada em 15 a.C., exibindo noventa museus. Lima, no Peru. Londres, na Inglaterra. Machu Picchu, com suas ruínas misteriosas, no Peru. Veneza, na Itália, charme especial, considerada a mais romântica das cidades da Europa. Varsóvia, na Polônia, conhecida como a “Paris do Leste”. Madri, na Espanha, com a Plaza Mayor, um dos pontos mais pitorescos da capital espanhola. Nova York, maior e mais importante cidade dos Estados Unidos, espécie de capital do universo, ainda atraindo imigrantes do mundo inteiro, que tinha sua vista mais famosa com a presença das torres gêmeas, destruídas no ataque terrorista de11 de setembro de 2001.
Paris, França, maior cidade daquele país e que estaria no topo de qualquer lista das melhores cidades do mundo. A Torre Eiffel, um dos símbolos mais marcantes daquela que é conhecida com a “Cidade Luz”, por tanto tempo considerada o maior pólo cultural do universo, ainda mantém as melhores obras de arte do mundo. Imaginem entre os tesouros da humanidade presentes na cidade, a Catedral de Notre-Dame, que havia sido um templo galo-romano dedicado a Júpiter antes do Cristianismo. E Honoré de Balzac, da “Comédia Humana”? E seus famosos e criativos pintores, por siso, não bastam nas mudanças da história do mundo? Por certo, o mundo não perecerá por falta de maravilhas. É preciso contemplá-lo com olhar admirado. Reverente. Assim, seríamos todos cosmopolitas. Atenderíamos ao que pensou e disse Sócrates (470-399 a.C): “Não sou de Atenas, nem da Grécia, mas do mundo”, em resposta à pergunta de que país era. Citado nos Escritos Morais de Plutarco.
(Martiniano J. Silva, advogado, escritor, membro do Movimento Negro Unificado (MNU), da Academia Goiana de Letras, IHG-GO, UBE-GO, mestre em História Social pela UFG, professor universitário, articulista do DM. martinianojsilva@yahoo.com.br)