Opinião

A poesia se realiza na história de São José

diario da manha

Célia Valadão Especial para  Opiniãopública

Em meus artigos sempre me reporto às coisas simples do cotidiano, por isso, busco no que é referência das datas comemorativas para me situar na abrangência de um universo que faz parte da vida das pessoas.
Em meio a tantos problemas e notícias que nos deixam tristes, lembrei-me de que nosso cotidiano é permeado também de coisas belas, as quais nos levam a ter forças e fé para prosseguirmos em nosso caminhar. Por exemplo, há que se referenciar o dia 14 de março, como um dia dedicado à poesia e com muita pertinência lembrarmos que dia 19 de março comemora– se o “Dia de São José.” A poesia está muito bem relacionada à história de São José, haja vista a ideia de poesia estar vinculada ao simples e belo. “A poesia revela este mundo e cria outro.”
Para falar de poesia, precisamos agregar todos os sentimentos que envolvem a natureza humana em suas particularidades, pois ela é revelação. E sendo revelação, agrego ao contexto, a história de São José: a manifestação de beleza, de consagração de vida simples surgida no mundo para criar outro. A história de São José é a própria poesia.
São José ou José de Nazaré ou José, o Carpinteiro é, segundo o Novo Testamento, o esposo de Maria e o pai de Jesus, venerado como santo e tido como “Padroeiro dos Trabalhadores”. Pela fidelidade a sua esposa e dedicação paternal a Jesus, como “Padroeiro das Famílias”, empresta seu nome a muitas igrejas e lugares ao redor do mundo.
A história bíblica nos conta que, em sonho, o anjo lhe apareceu e contou que ele seria o pai de Jesus, mas que o menino era Filho de Deus e que ele deveria manter o casamento, já programado com Maria, que era sua noiva, assim confirmado na passagem bíblica: “Eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em um sonho, dizendo: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados’. (…) José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em sua casa sua mulher.”(Evangelho segundo Mateus, 1, 21-24). Obediente ao propósito de Deus, José, que era de família real, em sua humildade, assumiu a paternidade de Jesus. Unido em matrimônio com a mais Santa e a maior entre todas as mulheres, Maria. Considerado como o pai do Filho de Deus, passou a vida a trabalhar e tirar do seu trabalho de artesão tudo o que era necessário ao sustento da família. Esteve ao lado de Maria em todos os momentos, sobretudo na hora do parto, num estábulo, em Belém. Assim, José, Maria e Jesus, formou a família mais perfeita da terra.
Quando Jesus tinha dois anos, José foi novamente avisado por um anjo que deveria fugir de Belém para o Egito, porque todas as crianças do sexo masculino estavam sendo exterminadas, por ordem de Herodes. José, Maria e Jesus fugiram para o Egito e permaneceram lá até que um anjo avisasse da morte de Herodes. Temendo um sucessor do tirano, José levou a família para Nazaré, uma cidade da Galiléia. Outro momento da vida de Cristo em que José aparece na condição de Seu guardião foi na celebração da Páscoa Judaica, em Jerusalém, quando Jesus tinha 12 anos. Em companhia de muitos de seus vizinhos, José e Maria voltavam para a Galiléia com a certeza de que Jesus estava no meio do grupo. Ao chegar a noite e não terem notícias de seu filho, regressaram para Jerusalém em uma busca que durou três dias. Para a surpresa do casal, Jesus foi encontrado no templo em meio aos doutores da lei mais eruditos, explicando coisas que os deixavam admirados.
Mediante a grandeza de São José, a Igreja o considera um dos Santos mais populares, sendo proclamado o Protetor da Igreja Católica Romana. Por seu ofício como carpinteiro, é considerado o padroeiro dos trabalhadores; e pelo carinho, cuidado e fidelidade à sua esposa é também o padroeiro das famílias, além de intercessor pela fartura oriunda das chuvas abundantes.
Não é por acaso que, no dia 19 de março, as pessoas fazem os mais variados pedidos ao Santo protetor, por meio de orações, novenas e até simpatias, principalmente nos pedidos de um trabalho, pela união das famílias e pela abundância das chuvas.
Como sempre faço, quero elevar a Deus e a São José as minhas orações, para que todos nós possamos encontrar no encantamento da vida, alguma poesia, não como forma de nos esquivarmos dos problemas que nos afligem, mas para podermos entender que o mundo é feito de graças todos os dias. Quando acordamos e olhamos tudo em nossa volta, podemos enxergar, ou sentir o cheiro de vida, nada mais poético, nada mais sublime, nada mais cheio de Deus. É o nosso viver de cada dia. E assim, retomo as palavras do poeta “Não seria melhor transformar a vida em poesia do que fazer poesia com a vida?”

(Célia Valadão, cantora, bacharel em Direito e vereadora)

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