Opinião

Turismo religioso e desenvolvimento em Goiás

diario da manha

Marquinho Palmerston ,Especial para Opinião Pública

A partir de meados dos anos 70, o turismo se projetou como uma das mais importantes indústrias do mundo. Segundo a Organização Mundial de Turismo, este setor movimenta mais de US$ 3,5 trilhões, anualmente, sendo que mais de 180 milhões de pessoas vivem direta ou indiretamente dessa atividade. No Brasil, o turismo emprega mais de 10 milhões de pessoas e movimenta cerca de 3,6% da nossa economia.

Ele está hoje segmentado em várias áreas de atuação, como: turismo cultural, turismo religioso, turismo esportivo, turismo de lazer, turismo infantil, turismo da terceira idade, turismo gastronômico, turismo rural, turismo de eventos, turismo de aventura, turismo ecológico ou ecoturismo e outros.

O turismo religioso é um dos principais ramos desse setor e um dos que experimentam maior crescimento. Ele está voltado aos retiros, peregrinações, romarias, comemorações religiosas, visitação a espaços e edificações religiosas. As festas religiosas, a propósito, estão entre as mais fortes expressões da nossa cultura. A grande motivação do turista religioso é a busca de experiências ligadas a sua fé. Esse turista sente a necessidade de estar em lugares onde a fé apresenta mais intensidade.

O ramo turístico religioso foi o responsável em 2014 pela movimentação de cerca de 17,7 milhões de brasileiros, que viajaram pelo país em função de atrativos religiosos, segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo. Temos, no panorama nacional, destinos bastante consolidados nesta área, como: Círio de Nazaré (Belém, PA), Romaria do Padre Cícero (Juazeiro do Norte, CE), Romaria da Madre Paulina (Nova Trento, SC) e outros.

Em Goiás existem dezenas de eventos religiosos (católicos, evangélicos, espíritas, orientais e entre outros), populares e tradicionais, alguns já consolidados e outros com grande potencial turístico, como: Caldas Novas (Santuário de Nossa Senhora Salete, no Morro do Capão e o Jardim Japonês, de tradição budista), Abadiânia (Casa Dom Inácio), Alto Paraíso, Trindade (Romaria do Divino Pai Eterno), Niquelândia (Romaria de Muquém), Pirenópolis (Cavalhadas e Festa do Divino Espírito Santo), Cidade de Goiás (Procissão do Fogaréu), Cavalcante (Caçada da Rainha), Santa Cruz de Goiás (Contradança), Catalão (Congadas), Congressos Evangélicos e outros.

O Poder Público em todos os níveis deve incentivar o turismo religioso, mediante a adoção de uma política pública que objetive atender melhor às necessidades de peregrinos que visitam centros religiosos anualmente, ou que participem periodicamente de eventos de caráter religioso, independente do credo. Afinal, ele é fator estratégico de desenvolvimento sustentável, distribuição de renda e geração de empregos.

O governador Marconi Perillo tem essa compreensão, respeita e reconhece a fé dos goianos. Durante todas as suas administrações à frente do Palácio Pedro Ludovico, realizou muitos investimentos. Apoiou congressos, seminários e festivais religiosos, melhorou a infraestrutura básica de localidades turísticas e as estradas que interligam centros turísticos e auxiliou na reforma de santuários, igrejas e monumentos.

O governo de Goiás, através da Agetop, sob a presidência de Jayme Rincón, por exemplo, transformou a Rodovia dos Romeiros, que une a capital a Trindade, numa grande alameda, arborizada, iluminada e moderna. Promoveu a reconstrução da pista de veículos, sistema de iluminação e praças da Via Sacra, urbanização de todo o complexo da rodovia, laterais e canteiro central, construção de ciclovia, duplicação e melhorias na via dos romeiros, além do sistema de monitoramento e instalação de LEDs para transmissão de mensagens.

O turismo religioso aquece a economia, gera postos de trabalho e abre as portas para o empreendedorismo. Durante a Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno, por exemplo, cerca de 2,5 milhões de pessoas passam por Trindade e os turistas garantem 100% de ocupação dos 8 mil leitos disponíveis na rede hoteleira e até das casas que os moradores locais disponibilizam para aluguel.

 

(Marquinho Palmerston, deputado estadual – PSDB).

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