Opinião

Cinco anos sem Dio

Rariana Pinheiro,Da editoria DMRevista        

diario da manha

 

O símbolo da avó para espantar mau-olhado – a mão chifrada – ele transformou em uma das marcas do rock. E, isso não é nada genial se comparado à seu talento vocal. Dono de um dos timbres mais marcantes da música e de invejável técnica vocal, o nome deste homem ficou cravado definitivamente como um dos maiores vocalistas de todos os tempos. Por estes motivos, não apenas os headbangers de todo mundo, como admiradores da boa música, lembram com nostalgia hoje, os cinco anos da morte de Dio.

Quando ele se foi, pegou a todos de surpresa, pois, tudo aconteceu muito rápido, seis meses depois, que sua esposa e empresária, anunciou que o vocalista estava lutando contra um câncer no estômago. Aos 76 anos, ainda era quase o mesmo frontman vigoroso de décadas atrás. Suas últimas apresentações foi com a banda Heaven & Hell, que era conhecida como a versão de Dio da Black Sabbath.

Mas, antes de chegar a Heaven & Hell, Dio trilhou um longo caminho no “mundo escuro” do rock. Nascido Ronald James Padavona na cidade de Portsmouth, no estado de New Hampshire, nos EUA, se tornou Ronnie James Dio na década de 50. Nesta época, era membro de uma banda de rockabilly e, o sobrenome artístico “Dio” foi inspirado no mafioso italiano, Johnny Dio.

No entanto, foi a banda de hadrock Elf (que também se chamou The Eletric Elves e The Elves), que começou a lhe mostrar o caminho em direção às portas da fama. O grupo abria show para o Deep Purple, e, logo as habilidades vocais chamaram atenção dos músicos consagrados.

Dio era frequentemente chamado para cantar em discos solos dos integrantes da Deep Purple e foi assim que ele entrou para a banda Rainbown. Este grupo foi formado pelo guitarrista Ritchie Blackmore. Na nova banda, o vocalista ajudou a fazer o disco clássico do heavy metal, Rising (1976), álbum, que diz a lenda, foi uma das maiores influências do Iron Maiden.

Por divergências com Ritchie Blackmore, Dio deixou a Rainbown em 1978, mas, no ano seguinte teve uma das oportunidades mais desafiantes de sua vida: substituir Ozzy Osbourne no Black Sabbath. Superando expectativas, o novo vocalista tirou isso de letra, e foi responsável até por mudar um pouco a sonoridade da banda.

O primeiro álbum com as lendas do rock foi Heaven and Hell (1990). Bem aceito, o trabalho chegou a 9º posição na lista dos mais vendidos na Inglaterra e a 28º, nos EUA. Tornou-se ainda a melhor colocação alcançada por um disco do grupo, desde Sabotage (1975).

Na Black Sabbath, Dio ficou até 1982. Mas após a sair do lendário grupo não ficou parado: no mesmo ano lançou uma banda denominada apenas Dio. Na nova empreitada estava ainda o ex-baterista da Black Sabbath Vinny Appice e o baixista Vivian Campbell. E, com a banda muito bem formada, em 1983 a banda já tinha pronto o álbum Holy Driver.

Este foi por sinal, muito bem aceito e deixou clássicos como a faixa-título, Stand Up and Shout, Don’t Talk to Strangers e o hit Rainbow in the Dark. E, embalado pelo sucesso, no ano seguinte lançou o álbum The Last in Line (1984). O grupo se desfez em 1987 e voltou em 1990, mas, apenas com o vocalista da formação antiga.

O caminho de Dio e a Black Sabbath novamente se cruzou e, ele voltou para a banda antiga para gravar o álbum, Dehumanizer em 1992, que marcou uma volta meteórica do vocalista ao grupo. Dio saiu novamente da banda, horas antes de viajar em turnê, quando descobriu que eles abririam show para o ex-frontman Ozzy Osbourne.

Entre idas e vindas de integrantes, a banda Dio continuou ativa até 2006. Mas, em 2007 Dio reuniu-se com os antigos companheiros de Black Sabbath, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, para excursionarem na promoção da coletânea Black Sabbath – The Dio Years. Deste evento resultou na formação da banda Heaven and Hell. Com ela, o icônico vocalista tocou até o fim da vida.

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