Opinião

Desvios de conduta na política

Luiz Carlos B. da Silveira,Especial para Política&Justiça

diario da manha

 

Nossos políticos não aprendem e não se emendam, ou pior: não querem mudar e colocam jogo de interesses partidários e, especialmente, vontades pessoais acima da Nação. Presentemente, os presidentes da Câmara Federal deputado Eduardo Cunha e do Senado Renan Calheiros assumem práticas nada condizentes com posturas que deveriam ter os dois representantes máximos do Poder Legislativo. Valem-se de propostas, projetos e Medidas Provisórias destinadas a recompor a situação de governabilidade para alimentar vaidades pessoais. Quem acompanha com um mínimo de atenção o cotidiano do Congresso Nacional percebe o inescrupuloso comportamento.

Não estão eles pensando no Brasil, somente neles mesmos; não estão preocupados com o que acontece no país, são alheios aos problemas nacionais. Deveriam demonstrar boa vontade, convergindo para pontos comuns na busca de soluções às questões que travam o desenvolvimento econômico e social e preocupam os brasileiros.

A terceirização, o ajuste fiscal, o contingenciamento orçamentário e outras iniciativas do governo para contornar a difícil situação, acabam utilizadas pelos presidentes das duas instituições como instrumentos na luta do ego político e enfrentamento ao próprio governo, o qual querem tratar como refém para pressões descabidas e com isso tirar proveito próprio. Usam as Casas legislativas com esse objetivo condenável envolvendo-se em disputa, não de partidos porque ambos são do PMDB, porém para insana afirmação de liderança maior do que realmente possuem, pois sequer ostentam biografia política acima de suspeitas.

A queda de braço entre políticos é prejudicial à sociedade, e somente interessa a quem quer a instabilidade e a fragilização do sistema no intuito de auferir vantagens. Todavia, o povo entende tais atitudes e práticas. A população sabe avaliar e certamente cobrará a falta de interesse pelo bem comum. E bom será que o povo brasileiro manifeste sua repulsa de quantas maneiras puder, principalmente pelo voto, arma cidadã própria da legítima democracia.

 

(Luiz Carlos Borges da Silveira, empresário, médico e professor. Foi ministro da Saúde e deputado federal)

 

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