Opinião

Estudantes de Medicina são aparelhados pelo comunismo e deixam de cuidar de suas periclitantes carreiras

Marcelo Caixeta ,Especial para Opinião Pública

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Ontem recebi importante convite de um Centro Acadêmico de Medicina para dar palestra “motivacional” sobre a especialidade da Psiquiatria. Falei que iria, com prazer, mas só há um problema: acho extremamente frustrante ficar “passando mel na chupeta” de todo mundo e depois, no final, ter de dizer: infelizmente, de cada 40 alunos de Medicina que tentam virar psiquiatras, só um consegue; não há vagas em cursos de residência e especialização hospitalar para todo mundo (aliás, o Governo está acabando com os próprios hospitais psiquiátricos). A frustração dos alunos, tão esforçados, tão esperançosos, que envidaram tantos esforços, assim como suas famílias, me dói…. Portanto, eu disse para o amigo estudante: eu até faço, mas é extremamente penoso para mim “dourar a pílula” e depois dar vinagre azedo para engoli-la. Aí ele me perguntou: “Mas o que poderia ser feito?” Eu disse: o principal seria os estudantes de Medicina pararem de ser massa de manobra de seus “líderes esquerdistas”,  e passarem a cuidar do “arregaço” que estão fazendo com sua profissão.  Este arregaço não é feito só pelo  Governo não, mas também as Sociedades de Especialidades Médicas  e também os “médicos-poderosos”, aqueles que têm o poder de barrar tudo. Só para dar um exemplo, agora mesmo estou com um pedido oficial de abertura de especialidade hospitalar junto à Associação Goiana, com oito vagas, éticas, hospitalares, sem fins lucrativos, três anos pesados de prática, cujo único objetivo de ajudar os graduados em Medicina, ou seja, aqueles que terminam seus cursos, mas não têm como se especializar, mas tudo é barrado. É barrado simplesmente porque não sou poderoso, não tenho dinheiro, não sento na mesa de bar com ninguém, não tenho conchavos políticos, ou politiqueiros, enfim, porque “não sou amigo do Rei – ou dos Reis” [os poderosos médicos e suas poderosas entidades]. Os motivos não são, no entanto, puramente pessoais. Há  também um  não-dito “medo de excesso de especialistas” e sua  consequente tentativa de reserva de mercado…). Esclarecer e colocar transparência nisso tudo é uma batalha que eu nunca vi ser travada pelos estudantes, acho que eles nem sabem que existe este tipo de coisa, pois só – eternamente esquerdistas que são – só pensam em apoiar o Lula e o SUS, “lutar contra os truculentos autoritários”, etc…. Nunca vi nenhum Congresso Estudantil cujo objetivo fosse estudar, denunciar e desmantelar os mecanismos que Governos, Entidades, “Grandes Médicos”, etc utilizam para destruir suas carreiras. E eles são os únicos  que poderiam mudar este tipo de coisa. Não adianta ficar achando, num individualismo típico do brasileiro, que irão estudar no MedCurso (cursinho médico para residência) e depois irão derrubar facilmente 40 neguinhos na concorrência; muitos não vão. Nestes tempos atuais, o primeiro estudante de Medicina que começar a trabalhar, de fato, pelo estudante de Medicina, irá fazer o maior sucesso, pois, graças a Deus, a “direita” está começando a deixar de ser “vergonha” neste País. “Direita” que, como se vê, nada mais é do que cuidar da “meritocracia” e lutar contra os que querem destruí-la (governos, grandes empresários, grandes corporações de classe, etc).

 

(Marcelo Caixeta, psiquiatra, escreve as terças, sextas, domingos )

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