Opinião

Uma pedagogia para as crianças da nova era

Emílio Vieira ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Trata-se de uma proposta pedagógica elaborada pelo professor Egidio Vecchio, argentino radicado desde 1972, em Porto Alegre-RS, autor do livro “Educando crianças índigo” (São Paulo: Butterfly, 2006). A forma gerundial “educando” já aponta para o sentido prático de uma ação contínua a ser desenvolvida na educação das crianças índigo. Apresentaremos neste enfoque apenas as sugestões novas, evitando assim repetição de ideias ou conceitos já constatados em outras fontes.

O autor prenuncia o tema central do livro em torno da ideia de que a escola não educa, quem educa são os pais. A escola orienta, informa, reforça os valores humanos assimilados no seio da família. O professor Egidio Vecchio preconiza uma pedagogia de valores “que levam as crianças à sabedoria, às atividades que irão prepará-las para serem úteis a si mesmos e à comunidade, do ponto de vista social e tecnológico”. Enfatiza que, enquanto as pedagogias do passado partiam de uma escala de valores preestabelecidos para se imporem ao indivíduo, a pedagogia atual deve partir do mundo interior do indivíduo para conduzi-lo ao enfrentamento do mundo exterior.

Dessa forma, a educação deve consistir, sobretudo, no reforço da estrutura íntima do educando. Sua proposta se desenvolve em sentido eminentemente prático, apresentando sugestões e roteiros aos pais e professores, bem como guias de orientação e questionários com modelos de avaliações, do que já parece ter as fórmulas prontas.

Segundo o professor Egidio Vecchio, o futuro já começou com as crianças índigo, que iniciaram uma nova era, de maior vitalidade, maior inteligência e maior espiritualidade para os seres humanos. Os índigos têm um DNA privilegiado que transmite informações para o cérebro e este gera comportamentos que lhe servem como retorno, enriquecendo assim seu próprio DNA.

Para obviar, o autor cita especialistas que já pesquisaram e comprovaram o aparecimento de novas cadeias de DNA, justificando a potencialidade dos índigos como “filhos do futuro”. No mesmo sentido, em nota de rodapé, acresce a editora que essa tese é compartilhada por diversos cientistas e pesquisadores espiritualistas, já sendo comprovada, inclusive, a evidência da mudança de células e a formação de novas hélices do DNA, no caso dos índigos.

 

Traços da personalidade índigo

Para uma avaliação das qualidades e traços que identificam a personalidade do índigo, o autor apresenta 27 itens que resumimos a seguir, medidos com nota de 01 a 10, sendo que da nota 7 para baixo, o resultado já seria negativo.

  1. São geralmente inocentes ( ). 2. Habitualmente alegres ( ). 3. São destemidos (  ). 4. Amigos fiéis (  ). 5. Lógicos (  ). 6. Calmos se não perturbados  (  ).7. Firmes no que desejam (  ). 8. Gratos até com o olhar (  ). 9. Pacíficos (  ). 10. Justos (  ). 11. Autônomos (  ). 12. Leais (  ). 13. Raros (  ). 14. Ativos (  ). 15. Compassivos (  ). 16. Dotados de autoestima (  ). 17. São informais, não ritualistas (  ). 18. Infensos à culpa (  ). 19. Antenados (  ). 20. Incomodam-se com trivialidades (  ). 21. Alheios ou indiferentes, quando não motivados (  ). 22. Cobram o prometido (  ). 23. Enfastiam-se com sermões (  ). 24. São irreverentes (  ). 25. Antiautoritaristas (  ). 26. Acham estranhos os adultos (  ). 27. Sentem elo com o além (  ).

Outros testes de avaliação propostos poderiam atingir até 134 características apresentadas, que não vem ao caso explicitar aqui.

O autor destaca a criança índigo por sua estrutura psicobiológica e espiritual diferente, afirmando taxativamente: “Suas células são diferentes; o código genético é diferente; a psique é diferente porque sua biologia também é diferente. Sua condição antropológica é diferente, a energia é diferente, a frequência vibracional é diferente. Os índigos são algo mais do que simples criaturas superdotadas”.

Numa escala evolutiva, profetiza o professor Egidio Vecchio que assim como os pré-índigos do passado geraram os índigos atuais, estes gerarão os pós-índigos como modelos do futuro, que além de trazerem grande avanço tecnológico e nova era de paz para a humanidade, trarão o benefício da longevidade, prolongando a existência do ser humano para mais de 150 anos. De perguntar-se se seria bom viver menos ou mais neste mundo tumultuado de hoje.

 

Escala de valores complementares

Como estamos fazendo apenas uma amostragem, tomemos, por exemplo, um valor fundamental como o da justiça, em torno do qual o autor levanta 27 valores complementares, que incidem na sabedoria de viver que deve ser ensinada às crianças índigo. Enumeremos em cada bloco de nove.

 

Bloco 1

  1. Honestidade. Na prática, são os pais responsáveis perante seus filhos pela primeira compreensão sobre o valor da justiça. 2. Deus: “O índigo traz gravado em si a convicção da existência de Deus. Tanto é assim que a maioria deles, para não dizer todos, frequentemente nos surpreende falando do além, de Deus, de seres espirituais”. 3. Ordem. É um valor a ser vivenciado pelo índigo no sentido mais afetivo que racional. Na prática, a criança índigo deve ser ajudada a se sentir em ordem a partir da sintonia consigo mesma. 4. Paz. Faz parte da missão do índigo, preparar a paz da nova era. Na prática, a autoestima gera a paz que gera o equilíbrio. 5. Sabedoria. Levar em conta que o índigo já nasceu com grande potencial de sabedoria. Na prática, só lhe pergunte com interesse, nunca o negue e escute-o atenciosamente quando consultado. 6. Prudência. Considere que prudência é uma prevenção instintiva contra o perigo. Na prática, proteja o índigo de situações e pessoas que tendem incitá-lo à impulsividade. 7. Alegria. Seu filho índigo já nasceu alegre e quer viver alegre: seja bem humorado ao relacionar-se com ele. Na prática, evite punições e castigos que podem provocar-lhe revolta. 8. Tolerância. Aceite seu filho ou filha tal como deve aceitar-se a si mesmo. Evite ser intolerante com o índigo, mesmo quando pareça abusar de sua paciência. 9. Verdade. Na prática, é com você que seu filho aprenderá a amar e vivenciar a verdade.

 

Bloco 2

  1. Liberdade. Evite cercear, reprimir, manipular seu filho. Compartilhe com ele seu lado infantil. 11. Equilíbrio. Na prática, alegria e descontração geram equilíbrio. Não contamine seu filho com suas insatisfações. 12. Autoestima. Na prática, evite a arrogância por suas qualidades e não se deprima com seus defeitos. 13. Abundância. Na prática, é poupar o suficiente para atender às necessidades do futuro. Viver o agora não significa comprometer o amanhã. 14. Amor. Na prática, quem ama não fala muito, age. Lembre-se que o amor nasce sempre do coração justo. 15. Vida. Na prática, deixe seu filho viver cada etapa do seu crescimento: aceite-o com suas revelações de cada dia, mesmo quando lhe fale de realidades invisíveis. 16. Poder. Na prática, seu filho imitará sua forma de agir com ele. Use o poder para superar obstáculos e não para hostilizar pessoas. 17. Saúde. Na prática, a boa saúde começa com a boa alimentação, desde a fase da amamentação, daí seguindo-se boa alimentação e exercícios físicos. 18. Segurança. Na prática, seu filho terá autoconfiança a depender da segurança que você transmite a ele. Seja confiante, convicto, evite vacilações.

 

Bloco 3

  1. Energia. Na prática, ajude seu filho a entrar no estado alfa (de paz interior), bem como a ativar a mente em estado beta (exercitando a concentração). 20. Bondade. Na prática, evite gritar, brigar com seu filho índigo, castigá-lo física ou moralmente. Seja clemente, indulgente, benevolente. 21. Solidariedade. Na prática, siga a ordem natural das responsabilidades compartilhadas, com gratidão e reciprocidade. 22. Cooperação. Na prática, o vínculo afetivo se constrói a partir da realização de tarefas comuns no dia a dia. 23. Ciência. Propicie ao índigo um ambiente calmo com alegria habitual. Manifeste seu amor com palavras dóceis e gestos carinhosos. 24. Confraternidade. Na prática, é o bom exemplo que move o índigo, fazendo-o mudar do tipo in: passivo, indolente, para o tipo yang: ativo, dinâmico. 25. Tempo. O tempo do índigo é o agora. Desconhece a visão linear de passado, presente e futuro. 26. Família. Numa visão sincrética da vida, o índigo tem uma noção tríplice de família: convivente (atual), genética (da origem) e espiritual (do além). 27. Terra. Na prática, a criança índigo sabe o que veio fazer na Terra, pela manifestação de suas tendências e habilidades inatas.

Como dito, “Educando crianças índigo” é um manual eminentemente prático, que deve ser consultado em caso de manifestações sintomáticas de comportamentos que gerem dúvidas sobre crianças que podem ser ou não índigos, por vezes confundidas com o perfil dos portadores de TDAH, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Antes de procurar um psicólogo, leia o livro do professor Egidio Vecchio.

 

(Emílio Vieira, professor universitário, advogado e escritor, membro da Academia Goiana de Letras, da União Brasileira de Escritores de Goiás e da Associação Goiana de Imprensa)

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