Opinião

Como exercer uma ideologia política partidária no Brasil?

José Domingos ,Especial para Opinião Pública

diario da manha

 

Em todas as eleições presidenciais dos Estados Unidos, dada a sua importância no cenário politico/econômico mundial, a ampla divulgação a elas dadas, a muitos fazem crer que por lá só existam dois partidos políticos a lançar candidatos o democratas e o republicano,  que volta e meia se alternam no poder. Se a alternância é um concreto fato, o mesmo já não se pode dizer quanto ao número de candidatos  se resumirem apenas aos dois, pois em todas as disputas eleitorais dezenas de outros nomes que não alcançam traços nas pesquisas de intenções de votos, se lançam candidatos e nunca se cansando de assim proceder, mesmo sabendo que, de antemão, será uma luta inglória e já fadada ao insucesso.

Essa consolidação dos dois maiores partidos americanos decorrem da linha programática/ideológica de cada um deles, fazendo com que os eleitores de alinhem àquele com o qual mais se identifique, bem diferente do nosso país, em que uma mixórdia, um sem fim de “partidecos” são constituídos com o único fito de fazer alianças à esquerda, ao centro, à direita, por cima, por baixo, enfim, dentro daquilo que lhes permitam obter benefícios aos seus “donos” literalmente, que não raras vezes conseguem umas “boquinhas” como secretários de estado, secretários municipais ou algum outro “carguinho” no governo federal, pois tem como única credencial e patrimônio, o fato de haverem sido “espertos” e colocado mais uma máquina de fazer empregos em funcionamento no país, só sendo uma pena que seja sempre às custas do Erário, seu exclusivo mantenedor.

E nesse promíscuo universo, em total desrespeito ao eleitores que nelas ainda acreditam, é que muitas vezes, algumas pseudas agremiações partidárias conseguem a façanha de fazer aliança nos três níveis de poder da esfera federativa, muito embora em tese, e tão somente, os partidos que estão nesses governos tenham ideologia totalmente adversas umas das outras, entretanto,  isso nunca é levado em conta, pois os interesses individuais são colocados acima de quaisquer outros.

Aqui pelas nossas bandas, se os “partidecos” de aluguel proliferam para se agasalhar à sombra dos maiores, esses também atuam sem a mesma falta de ideologia conforme vemos a cada nova disputa eleitoral, tanto em aceitar os sanguessugas pequenos que só querem um naco de poder a qualquer custo, quanto em fazer alianças com outros do seu porte, visando alcançar o pleno exercício do poder sem se importar se isso está ou não depondo contra toda uma pregação ao longo da sua existência partidária, muitas vezes totalmente construída sobre uma adversidade histórica, como recentemente vimos aqui no nosso Estado, em que água e óleo se misturaram num só recipiente(eleição), em que o PMDB fez coligação com o DEM, não tendo sido levado em conta a opinião de diversos eleitores de um e de outro dos dois partidos, que sempre ouviram intensamente, severas críticas que buscavam incutir  uma grande rejeição às propostas que partissem dos componentes do partido contrário àquele que defendiam.

De uma hora para outra, por que as lideranças resolveram que as divergências precisavam ser colocadas de lado e aí ao eleitor, que doutrinariamente por décadas recebera sempre um direcionamento partidário contrário, só cabendo aceitar e engolir o que os dirigentes dos partidos haviam decidido, até que ocorra uma nova eleição em que tudo poderá ser revisto.

Em sendo assim, o caso goiano só citado a titulo de ilustração, pois isso ocorre por todo o Brasil a fora, como crescer e fortalecer uma ideologia que traga o fortalecimento das agremiações partidárias, se essas sempre estão ao sabor do vento, ora se posicionando de um lado,ora de outro, sem uma firmeza programática que permita aos eleitores se identificarem e defenderem tais bandeiras,  enfim, como exercer uma ideologia politica/partidária no Brasil?

 

(José Domingos, jornalista, auditor fiscal, professor universitário, escritor e poeta)

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