Opinião

E o PT reage à sua morte anunciada

O Congresso do partido na Bahia serviu para mostrar unidade em torno da volta de Lula

diario da manha

 

Leonardo Attuch ,Especial para Opinião Pública

“Anunciam a morte do PT há 10 anos, mas estamos vivos.” Esta foi a frase mais emblemática do ex-presidente Lula, no Congresso do Partido dos Trabalhadores, realizado em Salvador, na última quinta-feira. Um evento que serviu para que os petistas demonstrassem unidade em torno da eventual volta de Lula, em 2018, ainda que se mostrassem divididos em relação ao governo Dilma.

O presidente da legenda, Rui Falcão, afirmou que a inflação não pode ser combatida com juros escorchantes. Além disso, nada menos que 35 dos 63 deputados assinaram o manifesto “Mudar o PT para continuar mudando o Brasil”, em que criticaram a política de alianças e o ajuste fiscal conduzido pelo ministro Joaquim Levy.

Atingido pela sucessão de escândalos recentes e pela Operação Lava Jato, o PT rachou no presente, mas se une quando o assunto é o futuro. Por mais combalida que esteja a legenda, ela ainda dispõe de uma perspectiva real de continuidade no poder, que é o ex-presidente Lula. Não por acaso, ele próprio se tornou alvo das mais recentes denúncias, que agora miram o financiamento do seu instituto.

Na oposição, que se vê fortalecida, a palavra de ordem, dada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é paciência. “A oposição de hoje será governo amanhã”, frisou, no seu mais recente artigo. “Não nos aflijamos antes do tempo.” No entanto, embora pressintam a vitória em 2018, os tucanos hoje não têm unidade e o jogo embolou entre todos os seus quatro presidenciáveis: Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra e Marconi Perillo.

Dez anos atrás, quando foi anunciada a primeira morte do PT, no escândalo do chamado “mensalão”, o PSDB optou pela estratégia do sangramento e até hoje espera uma oportunidade para retomar a presidência da República. Agora, diante da segunda “morte” da legenda, a história se repete. Mas o PT, mais uma vez, decidiu reagir e o resultado da briga é imprevisível.

 

(Leonardo Attuch, jornalista. Artigo transcrito da revista IstoÉ)

Comentários

Mais de Opinião

27 de outubro de 2018 as 21:44

A estratégia de Pedro

27 de outubro de 2018 as 21:18

Bom dia, Brasil

26 de outubro de 2018 as 21:35

As propostas de Bolsonaro

26 de outubro de 2018 as 21:34

Ensaio sobre a criação do espaço

26 de outubro de 2018 as 21:33

Um amor de Goiânia

26 de outubro de 2018 as 21:32

Brasil e totalitarismo

26 de outubro de 2018 as 21:07

Esses corregedores do CNJ são uma piada

26 de outubro de 2018 as 21:00

O voo do DM

26 de outubro de 2018 as 20:57

Casos de câncer de mama sobem no País

26 de outubro de 2018 as 20:53

O Brasil pede socorro à CNBB!

26 de outubro de 2018 as 20:49

O direito de sonhar

26 de outubro de 2018 as 20:47

O STF legisla demais