Opinião

O adeus a seu Zito, bicampeão do mundo pelo Santos e pelo Brasil

diario da manha

Luiz Sérgio Alves

José Ely Miranda faleceu pela madrugada. Seu Zito, como o chamávamos tinha sofrido um Acidente Vascular. Há algum tempo, me contou o Alemão, ele não sabia onde estava, apresentava alguns sinais de senilidade. Foi na hora certa. Todos vamos.

A notícia me chegou pela madrugada. O velório começou às 08:00 e pouco depois disso, chegávamos ao Memorial. O primeiro que encontrei foi o Alemão. Santista de quatro costados, tatuou o brasão do clube na testa. Imagine a paixão. Mas foi o Alemão primeiro a chegar, com a camisa oficial do clube. Só estavam lá os familiares.

Como era a abertura do velório, tivemos oportunidade de dar o último adeus ao craque em paz, como a situação requer. Às 09:00 já estávamos saindo. Não fomos lá bater papo.

A última vez que encontrei com seu Zito foi num jogo na Vila, contra o Grêmio. Ele ainda estava bem. Não se podia suspeitar o que vinha pela frente. Como sempre, Seu Zito estava simpático, mas com aquele seu jeito de síndico (ou prefeito). Era a personalidade dele. Foi graças a esta personalidade dirigente que ele conseguiu dar duas copas e dois títulos mundiais ao Santos, sua casa e seu amor.

Seu Zito mandava no time. Antes do jogo, deixava claro como cada um deveria jogar. Até o Pelé dizia “Sim senhor”. Foi o maior volante que o Brasil (quiçá o mundo) conheceu.

Sua última obra foi descobrir no garoto magro e franzino o Neymar que hoje é craque mundial. É mole?

Chorei como criança quando tive a notícia. Só conseguiu engolir a dor quando o vi pela última vez, no esquife. Tinha aparência serena mas que não escondia o sofrimento dos últimos tempos.

Descanse em paz, Seu Zito.

 

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